domingo, 17 de setembro de 2017

AD Mossoró faz parceria com a Missão Cabo Verde na África.



Missionário Edinaldo Johnson está na 2ª temporada missionária na África.

(Texto  abaixo foi extraído do Blog do Cleiton Albino)

A Assembléia de Deus em Mossoró, na pessoa do seu presidente, Pastor Francisco Miranda, aceitou o desafio de fazer missões em mais uma nação do continente africano. Trata-se do país de Cabo Verde, que é formado por dez ilhas situadas no Atlântico Central, à 500 Km da costa do Senegal.
A nova ação missionaria da Assembleia de Deus em Mossoró é fruto de uma parceria junto ao Pastor Edinaldo Domingos, líder da Igreja Assembleia de Deus na cidade de Paraú, que recentemente despediu o jovem Edinaldo Johnson Domingos para a segunda temporada de missões na África, objetivando dar continuidade ao projeto de evangelização desenvolvido por ele na área da música com as crianças carentes, e também com jovens e adolescentes cabo-verdianos.
A consolidação desta aliança missionária, aconteceu no culto de encerramento da XV Conferência de Missões da IEADEM, no último dia 02 de Setembro. Na ocasião o Pastor Miranda, festivamente anunciou a parceria para a igreja, dizendo: “A partir de agora a Assembleia de Deus em Mossoró também está em Cabo Verde na África”. O líder assembleiano disse mais: “Através desta parceria, nós passamos a amar o país de Cabo Verde, de igual modo que amamos a Gambia, a Espanha, o Uruguai, o Paraguai e a Venezuela”.
Para celebrar este importante ato, o pastor Edinaldo Domingos homenageou ao Pastor Francisco Miranda, entregando lhe solenemente a Faixa e a Bandeira de Cabo Verde, que é a nação alvo da parceria firmada com a IEADEM.
O Pastor Edinaldo falando a nossa redação, disse: “Estou muito agradecido à igreja em Mossoró e ao Pastor Miranda. Agradeço a Deus pela a vida do nosso líder da AD mossoroense, por ter um sentimento e uma visão missionária tão forte, que mesmo em tempo de constantes dificuldades econômicas, concordou em estabelecer a parceria conosco”.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

ADPARAÚ ORANDO PELA NAÇÃO BRASILEIRA



No Círculo de Oração da ADPARAÚ, o Pastor Edinaldo Domingos, confiando na palavra de Deus que diz: " se o meu povo que se chama pelo o meu nome, se humilhar e se arrepender  dos seus maus caminhos... eu ouvirei dos céus " levantou um CLAMOR a Deus pela nação Brasileira.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Fotos da despedida do Missionário JOHNSON DOMINGOS para Cabo Verde-Africa.



                           Mocidade da ADPARAÚ  realizou homenagem de despedida para o missionário.

Jonhson Domingos  falando sobre sua viagem.

Pr. Domingos com o filho Jonhson Domingos. 

Irmã Tânia Brito participando da despedida do Missionário Johnson.

O secretário  de  missões  Vaniere Silva entregando livro ao missionário  Jonhson. 


Equipe de coordenação  do projeto AMIGOS DA AFRICA

sábado, 5 de agosto de 2017

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lição 06 - A PECAMINOSIDADE HUMANA E A SUA RESTAURAÇÃO A DEUS




Texto Áureo: Jo. Rm. 3.23 – Texto Bíblico Básico: Rm. 5.12-21

BARBOSA, J. R. A.


INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito da pecaminosidade humana, a esse respeito, como bem destacou Chesterton, se há uma doutrina bíblica que pode ser comprovada essa é a do pecado. Inicialmente apresentaremos a origem do pecado, em seguida, sua natureza, e por fim, suas consequências. Destacaremos também que Deus preparou um plano para a restauração da humanidade, e que esse se concretizou em Cristo, através do Seu sacrifício expiatório na cruz do calvário.

1. A ORIGEM DO PECADO
O pecado originou-se na livre escolha das criaturas de Deus (Ap. 12.9), tanto de Satanás, a antiga serpente, quando por Adão e Eva (Gn. 3). Depois da queda de Adão e Eva, os homens tornaram-se pecadores por natureza e vivem num mundo em que forças poderosas os induzem a pecar. Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar que o pecado do homem não tem sua origem em Deus (Tg. 1.13-14). O pecado é, antes de tudo, resultante da escolha da pessoa que o comete (Gn. 3.4,5). Depois da queda de Adão, existe, no ser humano, uma natureza, que Paulo denomina de carnal (Rm. 7.18; Gl. 5.16-24) que se opõe ao espírito. Essa natureza é a vida egocêntrica, a negação ou a rejeição de Deus, é portanto, uma inclinação, uma tendência, uma predisposição para o pecado e para deixar de fazer a vontade de Deus.

2. A NATUREZA DO PECADO
No Antigo Testamento, o pecado significa: 1) errar o alvo (Gn. 4.7), isto é, ser achado em falta diante de Deus; 2) egoísmo que leva os homens a oprimirem seus semelhantes (Gn. 6.11; Ez. 7.23; Pv. 16.29); 3) transgressão contra a Lei da Santidade (Sl. 37+38; 51.13; Is. 53.12). No Novo Testamento, o pecado é: 1) uma dívida (Mt. 6.12) a qual o homem é incapaz de pagar por si mesmo; 2) iniquidade, que literalmente, é desordem (I Jo. 3.4); 3) desobediência (Hb. 2.2; Lc. 8.18); 4) transgressão, ou ir além do limite estabelecido por Deus (Rm. 4.15); 5) queda no padrão de conduta (Ef. 1.7); 6) impiedade, que se concretiza no descaso a Deus e às coisas sagradas (Rm. 1.18; II Tm. 2.16) e 7) erro – pecados cometidos por ignorância (Hb. 9.7).

3. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Como consequência, o pecado leva o homem a fragilidade espiritual, na medida em que: 1) acontece uma desfiguração da imagem divina (Gn. 9.6; Tg. 3.9); 2) a transmissão da natureza pecaminosa aos descendentes (Sl. 51.5); 3) discórdia interna – disputa interior que leva o homem à fragmentação do eu (Rm. 7.24); 4) a morte física e espiritual (Gn. 2.17; Rm. 3.23; 6.23). Conforme o relato de Gn. 3, o pecado trouxe conseqüências: 1) para a serpente (Gn. 3.14), 2) sobre Satanás (Gn. 3.15);  3) sobre Eva e as mulheres (Gn. 3.16); 4) sobre Adão e os homens (Gn. 3.17-19); 5) sobre toda a humanidade (Gn. 3.20-24).

4. O PECADO NA VIDA DO CRENTE
O crente não está isento de pecar (I Jo. 1.8-10), contudo, seu padrão de vida deve ser andar na luz (I Jo. 1.7). Para que isso aconteça, precisa meditar na Palavra de Deus (Sl. 119.11). Ao viver em pecado, o cristão: 1) perde a comunhão com Deus (I Jo. 1.6); 2) é excluído da comunhão com os irmãos da igreja local (I Co. 5.4-5); 3) recebe a disciplina de Deus (Hb. 12.6) e, em alguns casos, 4) a morte física (I Co. 11.30). É preciso portanto, que o crente dê lugar ao arrependimento, confesse o seu pecado a Deus, e o abandone (I Jo. 1.9).

5. A RESTAURAÇÃO DA HUMANIDADE
O pecado é universal, Paulo é enfático ao declarar que todos pecaram (Rm. 3.23), mas nem tudo está perdido, pois Deus preparou um plano para restaurar a humanidade. O mesmo Paulo assegura que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo (Rm. 6.23). Essa é uma demonstração da graça de Deus, pois Ele prova seu amor Seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores, e indignos desse favor (Rm. 5.8). Em Jo. 3.16, nos deparamos com a Bíblia em miniatura, que expressa o plano salvífico de Deus, ao declarar que Deus amou o mundo de tal maneira que Deus Seu Filho Unigênito para todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

CONCLUSÃO
O homem foi criado como um ser bom e reto, como depreendemos da declaração de Gn. 1.26-31, contudo, por transgressão voluntária, o homem caiu, incorrendo não somente na morte física, mas também na morte espiritual, isto é, na separação de Deus (Gn. 1.26,27; 2.17; Rm. 5.12-19). Apesar de tudo, podemos ter a certeza que a provisão do Senhor em Jesus Cristo é suficiente para salvar a todos que nEle confiam, pois Ele, como bem expressou João Batista, é o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo. 1.29).

BIBLIOGRAFIA
BARBOSA, J. R. A. O Cremos da Assembleia de Deus. São Paulo: Reflexão, 2017.

SOARES, E. A razão da nossa fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Subsídio Escola Dominical - Lição 05 / CPAD / A IDENTIDADE DO ESPÍRITO SANTO.





Texto Áureo: Jo. 14.6 – Texto Bíblico Básico: Jo. 1.1-14


INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito da identidade do Espírito Santo, inicialmente destacaremos a identidade do Espírito Santo, enfatizando seus símbolos, e sua atuação na experiência humana. Ao final, abordaremos um dos temas mais controvertidos em relação a essa doutrina, o pecado contra o Espírito Santo. Nesse contexto, é importante defender que o Espírito Santo não é apenas uma força ativa, ou mesmo uma energia, mas uma pessoa que faz parte da Trindade.  

1. A IDENTIDADE DO ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo tem nomes divinos, atributos divinos lhe são aplicados, Ele é eterno, onipresente, onipotente e onisciente (Hb. 9.14; Sl. 139.7-10; Lc. 1.35; I Co. 2.10,11), obras divinas lhe são atribuídas tais como criação, regeneração e ressurreição (Gn. 1.2; Jó. 33.4; Jo. 3.5-8; Rm. 8.11). Há quem defenda que o Espírito Santo não passa de uma força ou influência, algo contrário à revelação das Escrituras, onde vemos que Ele tem personalidade: pensa (Rm. 8.27); tem vontade (I Co. 12.11), sentimento (Ef. 4.30); revela (II Pe. 1.21); ensina (Jo. 14.26); clama (Gl. 4.6); intercede (Rm. 8.26); fala (Ap. 2.7); ordena (At. 16.6,7); testifica (Jo. 15.26), entristece (Ef. 4.30), contra ele se pode mentir (At. 5.3) e blasfemar (Mt. 12.31,32). Além de Espírito Santo, Ele é chamado de Espírito de Cristo (Rm. 8.9), Consolador (Jo. 14.6), Espírito da Promessa (Ez. 36.7; Jl. 2.28), Espírito da graça (Hb. 10.29; Zc. 12.10), Espírito de vida (Rm. 8.2; Ap. 11.11) e Espírito de adoção (Rm. 8.15).

2. OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO E A EXPERIÊNCIA HUMANA
Ao longo da Bíblia, o Espírito Santo nos é apresentado por meio de símbolos. Um símbolo, de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “aquilo que, por um princípio de analogia formal ou de outra natureza, substitui ou sugere algo”. Os símbolos bíblicos que apontam para o Espírito Santo, são: fogo (Is. 4.4; Jr. 20.29); vento (Ez. 37.7-10; Jo. 3.8; At. 2.2); água (Ex. 17.6; Ez. 36.25-27; 47.1; Jo. 3.5; 4.14; 7.38, 39); selo (Ef. 1.13; II Tm. 2.19); pomba (Mt. 3.16). É o Espírito Santo convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16.7-11), afinal, a regeneração é um ato do Espírito (Jo. 3.3; I Co. 6.17-19; Rm. 8+9), o qual passa a habitar no crente após sua conversão (Jo. 14.17; Rm. 8.9; I Cr. 6.19; II Tm. 1.14; I Jo. 2.27; Cl. 1.27; I Jo. 3.24; Ap. 3.20). A atuação do Espírito efetua a obra da santificação, já que aqueles que nasceram da Palavra de Deus (I Pe. 1.23) devem desejar o crescimento (I Pe. 2.2), quando, com o crente, é produzido o Fruto do Espírito (Gl. 5.22). O Espírito Santo também nos reveste de poder para sermos testemunhas de Cristo (At. 1.8; 2.1-4).

3. PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO
Como o Espírito Santo tem personalidade, podemos pecar contra Ele. Os pecados que nos são apresentados na Bíblia são os seguintes: resistência (At. 7.51) – quando as pessoas se dispõem a dar ouvidos à Palavra de Deus; agravo (Hb. 10.29) – quando alguém que creu no evangelho vem a se distanciar, apostatando; entristecimento (Ef. 4.30,31); - efetivado pelo crente quando dar lugar ao pecado ao invés do Espírito; a mentira (At. 5.3) – quando alguém, dominado por Satanás, tenta enganar Espírito; a extinção (I Ts. 5.19) – quando o crente abafa a manifestação do Espírito Santo para a edificação do corpo de Cristo; e a blasfêmia (Mt. 12.31) – que é a negação continua da operação de Deus por intermédio de Cristo. É comum as pessoas ficarem preocupadas se pecaram contra o Espírito Santo, quando isso acontece é uma demonstração de que esse pecado não aconteceu. Isso porque o pecado contra o Espírito Santo é uma negação obstinada da sua atuação, que impede o pecado de arrepender-se, e de se voltar para o Pai, através do Filho, Jesus Cristo.

CONCLUSÃO
O Espírito Santo não é uma mera força, mas uma pessoa divina, cujos atributos de eternidade, onipotência, onipresença e onisciência mostram ser, Ele, a terceira Pessoa da Trindade. A Bíblia está repleta de símbolos que apontam para a manifestação do Espírito Santo na experiência humana, no convencimento, na regeneração, na santificação e na ministração no corpo de Cristo. Devemos ter o cuidado de não pecarmos contra o Santo Espírito, decaindo da graça, e entrando pelo caminho da apostasia, para que isso não venha a acontecer, o segredo é, sempre, andar no Espírito (Gl. 5.22).

BIBLIOGRAFIA
BARBOSA, J. R. A. O Cremos da Assembleia de Deus. São Paulo: Reflexão, 2017.
SOARES, E. A razão da nossa fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

EMITES realizará mais um Culto de Envio.


A  EMITES, que está acontecendo na cidade de Caicó-RN, realizará o Culto de Envio das equipes Missionárias, que serão enviadas as cidades e comunidades rurais da região do Seridó, para anunciarem a Cristo!
O Culto acontecerá nas dependências da Escola Severino Brito, no dia 25/07 às 18:30hs 




Blog Não é da Conta de Ninguém.
Pastor Edinaldo Domingos

sábado, 10 de junho de 2017

Subsídio Escola Dominical - Lição 11 do 2º trimestre 2017



LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS
2º Trimestre de 2017
Título: O Caráter do Cristão — Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro. Comentarista: Elinaldo Renovato

- Lição 11 -
11 de Junho de 2017

Maria, Mãe de Jesus – uma Serva Humilde

TEXTO ÁUREO

VERDADE PRÁTICA

"Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela." (Lc 1.38)

Maria, mãe de Jesus, nos deixou um exemplo elevado de humildade e submissão à vontade de Deus.
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LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.46
Nazaré, cidade sem importância
Terça - 1Co 1.27-29
Deus usa as coisas sem importância
Quarta - Tg 4.6
Deus "dá graça aos humildes"

Quinta - SI 147.6
Deus "eleva os humildes"
Sexta - Lc 1.45
Maria, a serva bem-aventurada
Sábado - Lc 1.28
Maria, a serva agraciada


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 1.46-49.
46 Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,


48 porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.

HINOS SUGERIDOS: 87, 122, 551 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Apresentar Maria, mãe de Jesus, como exemplo de humildade e submissão à vontade de Deus.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
·         I.      Analisar o perfil de Maria, mãe de Jesus;
·         II.     Explicar a elevada missão de Maria;
·         III.    Apontar o papel de Maria no plano da salvação.


INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, na lição de hoje estudaremos a respeito do caráter humilde e submisso de Maria, mãe de Jesus. Maria foi a escolhida, dentre tantas mulheres que aguardavam a promessa divina, para gerar, pelo Espírito Santo, o Filho de Deus. Maria ainda era uma menina quando foi chamada para tão nobre missão, porém ela se colocou submissa à vontade divina, mostrando o quanto confiava e amava ao Senhor. Ela não pensou o que poderia acontecer com sua reputação, mas se entregou totalmente aos planos do Pai. Maria não somente deu à luz o Salvador, como mãe esteve presente em todas as fases da vida do Filho.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Maria foi escolhida por Deus para protagonizar o papel mais importante que uma mulher poderia receber. Foi uma missão singular e única na história das mulheres em todos os tempos. Ela recebeu a missão de ser mãe de Jesus Cristo, o Verbo, que “[…] se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Em seu ventre, ela acolheu, sob a graça do Espírito Santo, aquEle que veio ao mundo para salvar a humanidade perdida. [Comentário: Temos nesta lição, a oportunidade de estudar, sem silogismos e erros de raciocínio, sobre esta importante personagem para a Igreja Cristã. Nos três primeiros evangelhos, nos sinóticos, aparece 11 ocorrências da designação ‘mãe de Jesus’, somente no Evangelho de João temos 8. Está presente também na primeira comunidade (Atos 2.1). Foi descrita por Deus como “agraciada” (do grego, significando “muita graça”). Maria recebeu a Graça de Deus. Graça é “favor imerecido”, que significa que é algo que recebemos apesar do fato de que não o merecemos. Maria precisava de graça de Deus, assim como o resto de nós precisa. Maria compreendeu este fato, como declara em Lucas 1.47, “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.” Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador. A Bíblia nunca diz que Maria foi qualquer coisa além de uma mulher comum que Deus escolheu para usar de uma forma extraordinária. Sim, Maria era uma mulher correta e favorecida (agraciada) por Deus (Lc 1.27-28). Ao mesmo tempo, Maria era também um ser humano pecador como todos os outros, que necessitava de Jesus Cristo como seu Salvador, como todas as outras pessoas (Ec 7.20; Rm 3.23; 6.23; 1Jo 1.18). Pouco se verá sobre o caráter desta serva de Deus, o comentarista se alongou mais em combater os dogmas romanos do que falar sobre a proposta do título, o caráter humilde de Maria. ] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

PONTO CENTRAL
Maria, a mãe de Jesus, é um exemplo de caráter humilde e submisso.

I – MARIA, A MÃE DE JESUS

1. Quem era Maria. O nome de Maria era muito comum em seu tempo. Deriva do nome hebraico Miriã. Na septuaginta, versão grega do Antigo Testamento, o nome original é Manam. Ela era da linhagem real, descendente do rei Davi. Mateus registra a genealogia de Jesus, dizendo: "Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão" (Mt 1.1). O texto prossegue até o versículo quinze que diz: "e Eliúde gerou a Eleazar, e Eleazar gerou a Mata, e Mata gerou a Jacó, e Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo" (Mt 1.15,16). [Comentário: A Genealogia de Jesus está relatada em dois dos quatro Evangelhos, Mateus e Lucas. Estes relatos são substancialmente diferentes. A questão da genealogia de Jesus, dada por Mateus e Lucas, tem deixado perplexos muitos eruditos, desde o principio da igreja primitiva. A hipotese mais aceita é a que Lucas teria dado a genealogia de Maria, enquanto Mateus a de José. Essa explicação foi dada pela primeira vez por Ânio de Viterbo, no ano de 1490, um erudito católico-romano. Essa explicação foi aceita por Lutero, e também por muitos protestantes desde então. Porem não é muito aceita pelos eruditos atualmente Acadêmicos modernos geralmente vêem as genealogias como construções teológicas. Mais especificamente, sugere-se que as genealogias foram criadas com o objetivo de justificar o nascimento de uma criança com linhagem real. https://pt.wikipedia.org/wiki/Genealogia_de_Jesus. Não sabemos muito sobre Maria, mas o pouco que diz a Bíblia é que era uma virgem, de Belém, da linhagem de Davi, noiva de José, tinha por parente Isabel (a esposa do sacerdote Zacarias e mãe de João Batista), teve outros filhos depois do nascimento de Jesus e seguiu-o em seu ministério.]

2. Suas qualidades e seu caráter. Maria foi escolhida para ser mãe do Salvador, antes de tudo, por decisão divina. Mas também por suas qualidades espirituais e morais. [Comentário: Por causa da graça de Deus. Os textos onde Maria é apresentada e que também falam do nascimento de Jesus Cristo não dizem o motivo da escolha.]

a) Ela era virgem. O anjo Gabriel foi o enviado especial da parte de Deus à cidade de Nazaré , "a uma virgem", cujo nome era "Maria" (Lc 1.26,27). Naqueles tempos, a virgindade física de uma jovem era um valor de grande significado espiritual e moral (Is 62.5). José não teve relações com ela até que Jesus nascesse. A concepção de Jesus, portanto, foi divina, virginal e santa (Mt 1.25). Sua virgindade era indispensável para o cumprimento da profecia de Isaías (7.14), 760 anos antes de Cristo (Mt 1.22,23). [Comentário: O Antigo Testamento traz uma referência a quem viria a ser a mãe de Jesus. O Messias viria da linhagem de Davi, nasceria de uma virgem (Isaías 7:14), que seria de Belém (Miquéias 5:2). Com certeza havia muitas jovens virgens de boa reputação naquela época, que viviam em Belém. Mas Deus, escolheu-a, e Maria foi agraciada, ou seja, recebeu o privilégio de dar à luz ao salvador do mundo.]

b) Ela era agraciada. Diz Lucas: "E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada [...]" (Lc 1.28a). O termo quer dizer que ela foi honrada por Deus, ou "muito favorecida", e recebeu a graça divina em sua vida, 'não apenas naquele momento, mas por toda a sua vida. [Comentário: Maria tinha um coração humilde. Quando ela foi visitada pelo anjo, ficou perturbada com a saudação dele (Lucas 1:29) mas aceitou o seu papel. Ela louvou a Deus com um cântico, considerou-se uma serva, literalmente escrava (Lucas 1:48). Ela demonstrou uma atitude de submissão. A palavra indica que ela recebeu graça e não que ela era fonte de graça para outros.]

c) Tinha a presença do Senhor. Em sua mensagem, diretamente da parte de Deus, o anjo disse: "o Senhor é contigo" (Lc 1.28). Ao dizer que o Senhor era com ela, o anjo declarou o que talvez ela não tivesse consciência de forma tão clara: Deus estava com ela. [Comentário: Maria precisava de graça de Deus, assim como o resto de nós precisa. Maria compreendeu este fato, como declara em Lucas 1:47, “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.” Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador. A Bíblia nunca diz que Maria foi qualquer coisa além de uma mulher comum que Deus escolheu para usar de uma forma extraordinária. Sim, Maria era uma mulher correta e favorecida (agraciada) por Deus (Lucas 1:27-28). Ao mesmo tempo, Maria era também um ser humano pecador como todos os outros, que necessitava de Jesus Cristo como seu Salvador, como todas as outras pessoas (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23; 6:23; I João 1:18).]

d) Ela era bendita entre as mulheres. O anjo declarou ante o olhar de espanto de Maria: "[...] bendita és tu entre as mulheres" (Lc 1.28). Com essa expressão o anjo quis enfatizar que, para Deus, ela era abençoada, ditosa, feliz. Não era para menos. No meio de tantos milhares de mulheres, em Israel, ser alcançada por tão grande deferência da parte de Deus era algo acima de qualquer pensamento humano. [Comentário: As mulheres judias esperavam por um messias. Elas ansiavam ser a mãe do Salvador. Elas tinham filhos na esperança de um messias. Por isso mesmo, as estéreis clamavam ao Senhor para ser mãe de filhos. O fato dela ser declarada ‘bendita entre as mulheres’ foi a escolha de Deus dela para mãe do Salvador.]

SÍNTESE DO TÓPICO I
Maria, dentre tantas mulheres em Israel, foi a escolhida para gerar o Filho de Deus.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Maria
A maternidade é um privilégio doloroso.  A jovem Maria, de Nazaré, teve o privilégio único de ser mãe do Filho de Deus. Maria foi o único ser humano presente no nascimento de Jesus que também testemunhou sua morte. Ela o viu chegar, como seu bebé, e o viu morrer, como seu Salvador.

Maria achou que a visita inesperada de Gabriel foi desconcertante e assustadora, a princípio, mas o que ela ouviu a seguir foi a notícia mais espantosa: filho seria o Messias, o Salvador prometido de Deus. Maria não duvidou da mensagem, mas perguntou como possível a gravidez. Gabriel lhe disse que o bebé seria Filho de Deus. A resposta de Maria foi perfeita: 'Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra' (Lc 1.38).
Mais adiante, seu cântico de alegria nos mostra como ela conhecia bem a Deus, pois seus pensamentos se encheram de palavras do Antigo Testamento.

Quando Maria levou o menino Jesus, aos oito dias de idade ao Templo, para ser consagrado a Deus, encontrou duas pessoas devotas, Simeão e Ana, que reconheceram a criança como o Messias, e louvaram a Deus. Simeão dirigiu a Maria algumas palavras que ela deve ter recordado muitas vezes, nos anos que se seguiram: 'uma espada transpassará também a tua própria alma' (Lc 2.35). Uma grande parte de seu doloroso privilégio da maternidade seria ver seu filho rejeitado e crucificado pelo povo que Ele tinha vindo para salvar. Podemos imaginar que, mesmo que ela tivesse sabido tudo o que iria sofrer, como mãe de Jesus, Maria ainda teria oferecido a mesma resposta. Como Maria, você também está disponível para ser usado por Deus?" (Bíblica Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1283).

CONHEÇA MAIS
O estado civil de Maria (Lc 1.27)
"Em grego, o estado específico de Maria era de parthenos, uma virgem. Ela estava comprometida em se casar com José quando atingisse a maioridade, por meio de um contrato matrimonial. Conquanto a relação sexual não fosse permitida nesse tipo de relacionamento, era como se Maria estivesse 'casada' com José." Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 652.

II - A ELEVADA MISSÃO DE MARIA

1. Deus a escolheu para ser a mãe do Salvador. Ao ouvir tal saudação do anjo, Maria ficou perplexa: "Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, e eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus [...] (Lc 1.30,31)”. [Comentário: Maria recebeu todas as promessas acerca do nascimento, ministério e reinado espiritual de Jesus. Mas todas aquelas informações eram espantosas para uma simples jovem como ela. No entanto, Deus a havia escolhido para ser a mãe do Salvador, aquela a quem Jesus, o Filho de Deus, obedeceria e honraria aqui na terra. Ela seria responsável pela criação e educação do Salvador da humanidade! Maria foi agraciada mais do que todas as outras mulheres, porque lhe foi concedido ser a mãe de Jesus.]

2. O anúncio de que seria a mãe do Salvador. Admiração e espanto perturbaram sua mente ao receber a notícia de que seria a mãe do Salvador (Lc 1.34). Então, o anjo explicou que o menino nasceria pela virtude do Espírito Santo (Lc 1.35). Assim, Maria demonstrou outra qualidade que lhe era peculiar, e que muito agradara a Deus - a sua submissão à vontade do Senhor: "Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela" (Lc 1.38). [Comentário: Precisamos entender que o casamento dentro da cultura judaica era diferente do casamento da nossa cultura ocidental. O termo "desposada" era uma promessa de casamento, tipo um contrato, e funcionava como um noivado e tinha duração de um ano, mas na prática, o homem e a mulher já estavam comprometidos. No entanto, não eram unidos sexualmente. O ato sexual só viria a ser concretizado quando eles se casassem. Por esse motivo, a Palavra de Deus diz que Maria era uma virgem "desposada", isto é, em vias de se casar, mas ainda não casada e, portanto, virgem! Tanto que depois, quando o anjo lhe diz a respeito de conceber um filho, ela questiona a possibilidade do ato: "— Isso não é possível, pois eu sou virgem!" (Lc 1.34).]

3. Maria, mulher e mãe. Maria soube comportar-se como verdadeira mãe. Teve de se deslocar de Nazaré a Belém, para alistar-se com o esposo num censo decretado pelo governo (Lc 2.1-5). Um tremendo contraste! Um Rei, nascendo numa manjedoura. Com esmero, ela cuidou da infância de Jesus. Aos oito dias de nascido, levou-o para ser circuncidado (Lc 2.21); depois, levou-o para ser apresentado no Templo (Lc 2.22,23; Lv 12.4). Periodicamente o levavam para a festa da Páscoa (Lc 2.40,41). [Comentário: A benção de Maria, por ter sido escolhida, trouxe-lhe grande alegria, mas também muita dor e sofrimento, uma vez que seu Filho seria rejeitado e crucificado. Nesta vida, a chamada de Deus sempre envolve benção e sofrimento, alegria e tristeza, sucesso e desilusão" Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 1995, p.1501“... cumpra-se em mim segundo a tua palavra”(Lc 1:38). Para fazer a vontade de Deus há um preço a cumprir. Sempre foi assim ao longo da história da igreja àqueles que ergueram a bandeira de obediência ao Senhor Deus. Maria arriscou tremendo reveses em sua vida quando se propôs em fazer a vontade do Senhor: ser a Mãe do Salvador do mundo, o Messias.]


SÍNTESE DO TÓPICO II
Embora ainda fosse uma menina, Maria recebeu da parte de Deus uma elevada missão.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Maria tem dificuldade em entender o que o anjo lhe contou. Sendo virgem, ela não tem ideia de como ela pode ter um filho. Seu casamento não fora consumado fisicamente. Gabriel diz que o nascimento de Jesus será provocado pela vinda do Espírito Santo sobre ela e pela sombra do poder de Deus. Lucas tipicamente vincula o Espírito Santo com o poder de Deus. O verbo 'descer' (eperchomai, em Lucas 1.35) também é usado para se referir à promessa do Espírito que vem sobre os discípulos no Dia de Pentecostes (At 1.8). A sombra (episkiazo) diz respeito à presença de Deus (Êx 40.35) e nos faz lembrar da nuvem que deu sombra como sinal da presença divina na transfiguração (Lc 9.34). A presença poderosa de Deus repousará sobre Maria, de modo que a criança que ela gerar será o Filho de Deus, Concebido pelo Espírito Santo, Ele será santo como alguém especialmente ungido pelo Espírito (Lc 4.1). A linguagem de Lucas o claramente trinitária: o Altíssimo, o Filho de Deus e o Espírito Santo, Lucas não dá indicação exata de quando Maria concebeu Jesus; esse nascimento milagroso não tem paralelo. Pessoas como Abraão e Sara e Zacarias e Isabel, que estavam em idade avançada para gerarem filhos, receberam filhos por Deus. O poder extraordinário de Deus superou a esterilidade e idade avançada desses casais. Mas o nascimento de Jesus não se ajusta a esse padrão. No seu caso, Deus não venceu a incapacidade dos pais terem filhos, mas a engravidou na ausência completa de um pai humano, O nascimento de Cristo é um acontecimento dos últimos dias e introduz uma nova era que culminará no julgamento final e na salvação dos redimidos. A glória da vinda de Deus em carne exigia um milagre como o nascimento virginal para indicar a coisa poderosa que Deus estava fazendo por nossa salvação" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Vol. 1, 4.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 322).

Ill - O SEU PAPEL NO PLANO DA SALVAÇÃO

1. Maria deu à luz "a semente da mulher." Após a tragédia do pecado, por amor e misericórdia. Deus declarou, na repreensão a Satanás: "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o alcanhar" (Gn 3.15). Essa declaração divina é considerada o "protoevange-Iho" de Deus. Diz Paulo: "mas, vindo a plenitude dos tempos. Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5). [Comentário: Jesus, como Filho de Deus foi preexistente à sua mãe. Ele é o Pai da eternidade (Is 9.6). Ele é o Criador do Universo(Gn 1.1; Jo 1.3). Maria é mãe da natureza humana do Verbo eterno e divino(Jo 1.1). Quando o catolicismo romano proclama Maria “mãe de Deus”, deixa de perceber a incongruência lógica e teológica dessa afirmação, haja vista que Jesus é preexistente à Maria. A simples afirmação de que Maria é mãe de Deus despoja-O de seus atributos exclusivos de eternidade e divindade, pois se Deus teve mãe, Ele teve inicio, e se teve inicio, não é eterno, e se não é eterno, não pode ser Deus.]

2. Maria não é redentora. Nos ensinos do Novo Testamento não existe nenhuma base para considerar Maria como redentora, ou mediadora entre Jesus e os homens. Este posicionamento é perigoso, pois a Bíblia diz que não devemos ir além do que está escrito (1Co 4.6). O ensino de que Maria é redentora e mediadora provém do dogma, estabelecido no Concílio de Éfeso, realizado em 431 d.C. Naquele Concílio, chegaram à conclusão de que Maria era Mãe de Deus, pois Jesus era Deus. Tal conclusão fere a revelação bíblica por várias razões. Deus é eterno, o Criador. Uma criatura não pode ser sua mãe. Isso é pecado da mariolatria, o que não condiz com o caráter humilde, submisso e santo da mãe de Jesus (Lc 1.38). Na verdade, Maria era mãe do Filho de Deus encarnado, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem. [Comentário:(...) A devoção a Maria tem se alastrado como fogo em palha seca, tanto entre os cristãos do Ocidente como entre os pagãos do Oriente, onde até certos segmentos do Islamismo estão adorando “Nossa Senhora de Fátima”, confundindo-a com a filha favorita de Maomé... Sabemos pela Bíblia que só Jesus Cristo salva, através da fé e aceitação do Seu sacrifício vicário na cruz. Sua mãe realmente esteve perto da cruz, durante o Seu sacrifício, mas apenas como uma passiva expectadora, incapaz de um gesto para salvar o único Mediador legítimo daquela morte crucial, profetizada há mais de 700 anos pelos profetas do Velho Testamento… Pois, como o próprio Jesus afirmou em João 10:35: “A Escritura não pode ser anulada”.http://www.cacp.org.br/maria-e-co-redentora/. Qualquer pessoa que ler os escritos da igreja primitiva saberá que a palavra traduzida por “Mãe de Deus” é o termo grego theotokos. Literalmente, a palavra significa “portadora de Deus”. Ela se tornou um título para Maria, de forma que você freqüentemente a encontrará sendo chamada de Theotokos em escritos devocionais e teológicos. Mas, de onde o termo veio? Por volta do começo do século IV, Alexandre Bispo de Alexandria, usou pela primeira vez o termo quando falando de Maria. Não é coincidência que foi o ensino de Alexandre que estimulou o “herege” mais famoso de todos os tempos – Arius, o grande negador da deidade de Cristo – a começar a propagação de sua heresia. Evidentemente, naquele tempo, e até mesmo em seus usos mais primitivos, o termo queria dizer algo sobre Jesus, e não sobre Maria. Isto é, o termo era Cristológico em força. Ele era focado em Cristo, e tinha a intenção de salvaguardar a verdade sobre Sua absoluta deidade. O termo entrou realmente no vocabulário “ortodoxo” através de seu uso nos Concílios de Eféso (431 d.C.) e, com maior importância, no de Calcedônia (451 d.C.). Podemos aprender mais sobre como este termo foi originalmente entendido tomando um tempo para entender o porque ele aparece no credo produzido em Calcedônia. Leia mais acessandohttp://www.monergismo.com/textos/catolicismo/maria_mae.htm.]

3. Maria não é mediadora. Não se pode negar a honra e os privilégios que Deus concedeu a Maria de Nazaré, para ser a mãe do Filho de Deus, encarnado em seu ventre. Mas a ela, não se deve render culto ou adoração. Jesus disse: "Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás" (Mt 4.10). Abaixo algumas heresias a respeito do culto a Maria.
a) Assunção de Maria. O Papa Pio XII, em sua bula Munificentíssimo Deus (de 1° de novembro de 1950) diz que Maria "... foi levada de corpo e alma para a glória do céu". Na verdade, Maria foi sepultada e, agora, aguarda a ressurreição, no arrebatamento da igreja.
b) Intercessão de Maria. Que absurdo! A Bíblia diz claramente: "Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (1Tm 2.5). "... o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós" (Rm 8.34). Só Jesus pode interceder por nós diante de Deus, porquanto por nós Ele morreu na cruz.
c) Suprema autoridade de Maria! Um ensino como esse jamais honra Maria, a Mãe de Jesus como Homem. Só pode ser de origem maligna para confundir as mentes incautas, levando-as à mariolatria. Jesus disse que todo o poder lhe foi dado no céu e na terra (Mt 28.18). [Comentário: Quando teólogos se reuniram em Éfeso, uma cidade conhecida por sua exaltação de uma deidade feminina (veja Atos 19:23-41), não se contentaram em estudar o que as Escrituras dizem sobre a humanidade e a divindade de Jesus Cristo. Para defender o fato que Jesus é Deus, eles argumentaram assim: "Emanuel realmente é Deus, e a santa Virgem é, portanto, Mãe de Deus" (John A. Hardon, S.J., The Catholic Catechism, 135). Superficialmente, a lógica parece válida, e assim foi oficializado o dogma de "Theotokos" (Mãe de Deus), uma doutrina que não se encontra na Bíblia. Depois dessa, vieram várias outras novas doutrinas sobre Maria. Não contentes com as afirmações bíblicas que Maria continuou virgem até o nascimento de Jesus, acrescentaram a doutrina da virgindade perpétua dela. Tentando defender a pureza de Maria enquanto negavam a inocência e pureza de todas as crianças, inventaram a noção da imaculada conceição, que se tornou dogma no século XIX. Em 1950, Pio XII tomou mais um passo, segundo a vontade de milhões de católicos, quando afirmou como dogma a crença da Assunção de Maria ao céu. Agora, no início do século XXI, o Vaticano está sendo bombardeado com petições para exaltar Maria ainda mais. Por enquanto, não foi decidido se Roma ordenará que Maria seja vista como co-redentora, ao lado de Jesus. De toda essa história, devemos aprender algumas lições importantes: Não devemos negar nada que a Bíblia afirma sobre Maria, mas também não devemos criar ou aceitar doutrinas humanas sobre a mãe de Jesus.  Quando refutamos doutrinas falsas, precisamos ter cuidado para não inventar outros ensinamentos igualmente errados.  Devemos falar de acordo com as Escrituras, sem acrescentar nada (1 Pedro 4:11; 1 Coríntios 4:6; 2 João 9) http://www.estudosdabiblia.net/bd109.htm.]

SÍNTESE DO TÓPICO III
O papel de Maria no plano da salvação era de extrema grandeza.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Em Gênesis 3.15, Deus disse à serpente: A Semente da mulher te ferirá a cabeça. Compare a referência de Paulo a isto em Romanos 16.20. A serpente só poderia ferir o calcanhar da Semente da mulher. De fato, ferir não é forte o bastante para traduzir o termo hebraico, que pode significar moer, esmagar, destruir. Uma cabeça esmagada que leva à morte é contrastada com um calcanhar esmagado que pode ser curado. O versículo de Gênesis 3.15 é chamado de 'proto-evangelho', pois contém uma promessa de esperança para o casal pecador. O mal não tem o destino de ser vitorioso para sempre; Deus tinha em mente um Vencedor para a raça humana. Há um forte caráter neste versículo.

Em 3.14,15, vemos 'Calcanhar Ferido'.
1) O Salvador prometido era a Semente da mulher— o Deus-Homem;
2) Esta Semente Santa feriria a cabeça da serpente— conquistar o pecado;
3) A serpente feriria o calcanhar do Salvador — na cruz, ele morreu" (Comentário Bíblico Beacon: Génesis a Deuteronômio. led. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 41).


CONCLUSÃO
Maria merece todo o respeito, a honra e o reconhecimento de seu papel, no plano de Deus em relação à humanidade. Na presciência de Deus, Jesus já era "a semente da mulher" (Gn 3.15), que haveria de ferir a cabeça da serpente, que é o Diabo. Ela foi a única mulher que concebeu pelo Espírito Santo. Mas não há qualquer base bíblica para que lhe rendamos culto, adoração, ou a considerarmos mediadora entre Deus e os homens, pois esse papel é exclusivo de Jesus Cristo, Nosso Senhor. [Comentário: Ao longo da sua vida, por sua limitada humanidade, Maria não entendeu todos os aspectos do ministério do seu Filho, mas, sempre soube o seu papel e o desempenhou com discrição, jamais buscando ocupar um lugar central na vida e ministério de Jesus. Os evangelhos não denunciam nenhuma posição de destaque que coloque Maria acima de qualquer pessoa. Ela não foi, em momento algum, o centro das atenções. O realce maior que se dá a essa mulher extraordinária é a posição de serva do Senhor, tomando como destaque o único mandamento que ela deixou: “Fazei tudo o que ele vos disser”(João 2:5). Que Deus nos ajude a imitar a essa bem-aventurada mulher, e jamais colocá-la num pedestal que nunca Deus a colocou, nem ela jamais aceitaria, mas imitando seu exemplo como humilde serva de Deus. Amém! http://luloure.blogspot.com.br/2010/12/maria-mae-de-jesus-uma-mulher-digna-de.html] Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”. (Judas 24-25),
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Junho de 2017

PARA REFLETIR

A respeito de Maria, mãe de Jesus, uma serva humilde, responda:
• Qual o valor da virgindade de Maria
Era indispensável para o cumprimento da profecia de Isaías (7.14).
• Que contraste se vê no nascimento de Jesus?
Um Rei, nascendo numa manjedoura.
• Por que Maria não pode ser "Mãe de Deus"?
Porque uma criatura não pode ser mãe do Criador.
• Por que Maria não pode ser Intercessora?
Por que só Jesus é mediador entre Deus e os homens.
• Por que Maria não tem autoridade suprema no céu?
Porque só Jesus tem todo o poder no céu e na terra.


Fonte: Lições Bíblicas adultos, 4° trimestre de 2016 – CPAD / Divulgação: