sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Subsídio Escola Dominical - CPAD / Não Tomarás o Nome do Senhor em Vão. (Subsídio Teológico)



NÃO TOMARÁS O NOME DO SENHOR EM VÃO - Prof. Adaylton de Almeida Conceição


“Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” (Ex 20.7)

O terceiro mandamento faz parte da primeira parte dos dez mandamentos, onde vemos Deus nos mostrando como devemos agir para com Ele. E, assim como o quarto mandamento, está sendo muito transgredido pelo povo que se nomeia povo de Deus, e que se têm como sacerdócio real, nação santa, povo escolhido e cidadãos do céu.

É importante perceber que o mandamento de não tomar o nome de Deus em vão segue imediatamente o mandamento de não fazer imagens ou figuras d´Ele, pois uma coisa é de certa forma, continuação da outra.

O mandamento contra o uso indevido do nome de Deus ensina que as pessoas não podem tomar algo que é sagrado e empregá-lo de forma indevida (em vão). Assim as pessoas não podem usar esse nome em interjeições (algo que fazem com frequência), adivinhações, piadas e, sobretudo, nem em promessas vãs ou maldições. Fazer isso seria desrespeitar sua majestade e santidade.

Para compreendermos bem esse mandamento, precisamos refletir no que significa um Venerável = Sagrado, Santo; que é digno de veneração, respeito e Reverencia; muito respeitável. Esta é a definição da palavra segundo os dicionários. 

O nome é muito mais que um rótulo que mostra a identidade de uma pessoa. O nome engloba todo o ser da pessoa: Quem ela é, como ela é, seus atributos, particularidades, atitudes. Tudo isso está inserido no nome. Quando menciono o nome Jesus Cristo, não menciono apenas um rótulo, mas tudo que esse nome carrega com ele. Poderíamos fazer uma lista imensa de particularidades desse nome. Tudo isso forma o “nome” de alguém.

Assim, o terceiro mandamento está claramente nos mostrando que Deus deseja ser honrado por tudo que Ele é, que Ele fez, que Ele representa, que Ele revelou e manifestou ao ser humano. Isso é o que quer dizer “nome” no texto.

Observe que o mandamento traz dentro de si uma severa advertência de Deus a respeito da desonra ao Seu nome: “…o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” (Ex 20.7). Essa fala demonstra que Deus não aceita a falta de reverência diante de Seu nome.

Nos tempos bíblicos, os nomes eram ainda mais importantes, pois, na cultura daquela época, eles caracterizavam a personalidade das pessoas - hoje em dia os nomes são escolhidos essencialmente por razões estéticas ou de marketing. Alguns exemplos demonstram bem a importância dos nomes nos tempos bíblicos:

Jacó mudou de nome - para Israel = “aquele que luta com Deus” - depois do episódio da sua luta com o anjo (Gênesis capítulo 32, versículos 22 a 30).

Quando Moisés se encontrou com Deus pela primeira vez, no monte Sinai, perguntou qual era o nome d´Ele. Afinal conhecer esse nome, que ninguém até então sabia, iria demonstrar ao povo de Israel que Moisés tinha intimidade com Deus.

E é por causa da importância do nome que os cristãos devem ser batizados, segundo ensina a Bíblia, "em nome" do Pai, Filho e Espírito Santo. Pela mesma razão, os cristãos concluem suas orações "em nome" de Jesus. E repreendem os demônios também usando esse nome.

O NOME DIVINO

No comentário da lição, o Revd. Esequias Soares, de forma magistral, apresenta as variações do nome divino, tal como reproduzimos abaixo:

O nome de Deus representa o próprio Deus, é inerente à sua natureza e revela suas obras e atributos. Não é um apelativo, nem simplesmente uma identificação pessoal ou uma distinção dos deuses das nações pagãs. A Bíblia revela vários nomes divinos que podemos classificar em dois grupos: genéricos e específicos.

2. Nomes genéricos. São três os nomes genéricos que o Antigo Testamento aplica além do “Deus de Israel”. Na sua tradução do hebraico para a nossa língua só aparecem dois nomes, “Deus” e “Altíssimo”. O nome “Deus” em nossas bíblias é tradução do hebraico El (Nm 23.8) ou Eloah (Dt 32.15), ou seu plural, Elohim (Gn 1.1). O outro nome genérico é Elyon, “Altíssimo” (Dt 32.8), às vezes acompanhado de “El”, como em El-Elyon, “Deus Altíssimo” (Gn 14.19,20).

3. Nomes específicos. São três os nomes específicos que o Antigo Testamento aplica somente para o Deus verdadeiro:Shadday, Adonay e YHWH. El-Shadday, “Deus Todo-poderoso”, é o nome que Deus usou ao revelar-se a Abraão (Gn 17.1; Êx 6.3). Adonay, “Senhor”, é um nome próprio e não um pronome de tratamento (Is 6.1). O outro nome é o tetragrama (as quatro consoantes do nome divino, YHWH, Yahweh, Javé ou Jeová). A versão Almeida Corrigida, nas edições de 1995 e 2009, emprega “SENHOR”, com todas as letras maiúsculas, onde consta o tetragrama no Antigo Testamento hebraico para distinguir de Adonay(Jz 6.22).

OS PECADOS PROIBIDOS NO TERCEIRO MANDAMENTO

Para exemplificar mais detalhadamente, deixo agora um trecho muito interessante do Catecismo Maior de Westminster, que é um dos símbolos de fé das igrejas reformadas. Veja como ele descreve de forma interessante e exemplificada os tipos de pecados proibidos no terceiro mandamento:

“Os pecados proibidos no terceiro mandamento são: o não usar o nome de Deus como nos é exigido ( Ml 2. 2), e o abuso dele por uma ignorante ( At 17. 23), vã, irreverente ( Pv 30. 9), profana ( Ml 1. 6,7,12), supersticiosa ( Jr 7. 4; Cl 2. 20,22) ou ímpia menção ou outro modo de usar os títulos, atributos ( Ex 5. 2¸Sl 139. 20), ordenanças ( Sl 50. 16), ou obras de Deus ( Is 5. 12); a blasfêmia ( II Rs 19. 22; Lv 24. 11); o *perjúrio ( Zc 5. 4), votos e sortes ímpias ( Rm 12. 14; I Sm 17. 43; II Sm 16. 5); a violação dos nossos juramentos ( Jr 5. 7; Jr 23. 10) e votos ( Dt 23. 18; At 23. 12), quando lícitos ( Et 3. 7; Et 9. 24; Sl 24. 4; Ez 17. 19), e o cumprimento deles, se por coisa ilícita (Mc 6. 26; I Sm 25. 22, 32-34); a murmuração e as queixas ( Rm 9. 14,19,20) contra os decretos e providências de Deus, a pesquisa curiosa ( De 29. 29) e má aplicação das ordenanças ( Rm 3. 5,7) e providência de Deus ( Sl 73. 5,7); a má interpretação ( Mt 5. 21-48), a má aplicação ( Ez 13. 22) ou qualquer perversão da Palavra, ou de qualquer parte dela ( II Pe 3. 16; Mt 22. 29); as zombarias profanas ( Ef 5. 4), questões curiosas e sem proveito, as vãs contendas de palavras, ou a defesa de doutrinas falsas ( I Tm 6. 4,5,20; II Tm 2. 14; Tt 3. 9); o abuso da Palavra, das criaturas, ou de qualquer coisa compreendida sob o nome de Deus, para encantamentos ( Dt 18. 10.11) ou *concupiscências, e práticas pecaminosas ( II Tm 4. 3,4; Jd 4; Rm 13. 13,14; I Rs 21. 9,10); a maledicência ( At 13. 45), desprezo ( II Pe 3. 3; Sl 1. 1), *vituperação ( I Pe 4. 4), ou qualquer oposição à verdade, graça e caminhos de Deus ( At 13. 50; At 4. 16, At 19. 9; I Ts 2. 16; Hb 10. 29), a profissão religiosa por hipocrisia ou para fins sinistros ( II Tm 3. 5; Mt 23. 14; Mt 6. 1-3.5,16); o ter vergonha da religião ( Mc 8. 38) ou o ser uma vergonha para ela, por uma conduta inconveniente ( Sl 73. 14,15), imprudente ( Ef 5. 15,17; I Co 6. 5,6), infrutífera ( Is 5. 4; II Pe 1. 8,9) e ofensiva ( Rm 2. 23,34), ou por hipocrisia ( Gl 3. 1,3; Hb 6. 6).”

O QUE SIGNIFICA O SANTO NOME DE DEUS?

Entre os homens nós nos referimos a um nome em mais de um sentido. No nosso meio um nome pode ser pouco mais que uma etiqueta, uma designação que diferencia uma pessoa da outra. Nós temos nossos nomes pessoais, e algumas vezes até apelidos, pelos quais nos referimos uns aos outros, e nos endereçamos como pessoas. Mas uma coisa perdura como verdadeira sobre um nome — ele é inseparável da pessoa à qual se refere. Pessoa e nome são inseparáveis. 

O nome de Deus também é inseparável do Seu próprio Ser. Através do Seu nome Ele Se revela a Si próprio. O nome de Deus é aquele através do qual Ele Se faz conhecido, bem como a Todas as Suas virtudes. Em primeiro lugar, que o nome de Deus é revelado em todas as obras das Suas mãos, na criação e na história. Por intermédio de todas aquelas coisas Deus tem Se tornado conhecido, estabelecendo a Sua reputação. No capítulo 145 do livro dos Salmos, lemos que o salmista anuncia a sua resolução de louvar o nome de Deus, seu Rei, para sempre e sempre. Ele fala do nome de Deus como aquele pelo qual Deus tem Se revelado a Si mesmo. Vejam: “Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre. Grande é o Senhor, e muito digno de louvor, e a sua grandeza inescrutável. Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas. Falarei da magnificência gloriosa da tua majestade e das tuas obras maravilhosas. E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza.” (Salmo 145:2-6). 

A mesma verdade é expressa no Salmo oito, que o nome de Deus é manifesto nas obras das Suas mãos, e especialmente magnificado nos nossos olhos que são Seus. Pois a nossa confissão é exatamente esta: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!” (Salmo 8:9).

O VALOR DO TERCEIRO MANDAMENTO

No Antigo Testamento, o castigo para o mau uso do nome de Deus era o apedrejamento (Lv 24.16). Percebemos que essa proibição estava ligada ao juramento falso, que era usar o nome de Deus para atestar uma declaração mentirosa (Lv 19.12).

Hans Ulrich Reifler, em seu livro: “A Ética dos Dez Mandamentos” (editora Vida Nova), diz à respeito do terceiro mandamento: “Muitas pessoas abusam do nome do Senhor inconscientemente. Na cultura brasileira, as expressões ‘meu Deus’, ‘Deus me livre’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus é testemunha’, ‘juro por Deus’ tornam-se tão freqüentes, e até populares, que todos acabaram se acostumando. Mas isso não justifica sua perpetuação. Não estamos postulando uma quebra da cultura, mas, antes uma transformação pela presença real de Cristo em nossas vidas. O problema não está no uso dessas palavras, mas na atitude do coração. Quando bem pensadas, tais expressões constituem uma oração, manifestam nossa confiança no Senhor e testificam a sinceridade da nossa fé. Por outro lado, não resta dúvida de que o uso impensado dessas frases não ajuda em nada; pelo contrário revela leviandade para com as coisas sagradas, e é isto o que está em pauta no terceiro mandamento.”

A AUTORIDADE E O PODER DO NOME DE JESUS.

Antes de Jesus terminar seu ministério na Terra e partir para estar a destra de Deus Pai mais uma vez, Ele nos revestiu com autoridade, através do seu nome. Disse que através do seu nome, faríamos obras maiores que as dele, e terminou dizendo: "E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" (Jo 14.13, 14).

O poder do nome de Jesus foi também visto quando foram prendê-lo no horto. Com a chegada dos soldados e de Judas Iscariotes, Jesus perguntou por quem estavam procurando. Eles falaram: "Jesus Nazareno".

Quando Ele respondeu "Sou Eu", usando sobre si mesmo o nome de Deus ao inverso, o Eu Sou naquele exato instante foi revelado para os soldados. Através da declaração de Jesus a sua divindade e o poder dessa revelação do seu nome foi tão grande que foram lançados para trás, caindo no chão (Jo 18.4-7). O nome de Deus traz nele a manifestação do vulto, autoridade e domínio da sua pessoa. Por isso, precisamos mostrar tanto respeito. 

USANDO A BOCA PARA MALDIZER

Todos nós naturalmente temos uma abertura no rosto, a qual chamamos de boca. E obviamente em cada boca à um pequeno órgão chamado língua. A língua, apesar de relativamente pequena quando comparado com o restante do corpo, é uma força muito poderosa e influente no corpo todo. A Bíblia nos diz que: "...A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano, mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal..." (Tiago 3:6-8).

Embora hajam ainda outras formas nas quais o nome de Deus pode e é profanado pelos homens, Eu também mencionaria uma coisa mais. O nome de Deus é profanado por falsa profecia, por pregação corrupta. Não se esqueçam disso também. Especialmente em nossos dias, eu os exorto sobre a importância de lembrarmos daquela verdade. Quando a verdade de Deus é apresentada incorretamente, o Seu nome é profanado. Pois Ele Se revela pessoalmente a nós através da Sua Palavra da verdade. As Escrituras deixam bem claro que quando falsos profetas fingem proclamar a Palavra de Deus, mas vêm com a sua própria, eles não somente estão mentindo, cometendo falso testemunho, e eles não somente estão esculpindo uma imagem com a mente, mas eles também estão profanando o nome de Jehovah. Isso é algo notável, quando estudamos o Antigo Testamento. Falsos profetas 
declaram, “Assim disse o SENHOR,” quando na verdade eles não foram enviados por Ele, e quando na verdade Ele não fala através deles. As Escrituras expõem tais homens (e eu devo acrescentar mulheres ) como adivinhadores .

Neste 3º Mandamento, não estamos falando apenas de uma boca suja, que vomita palavrões ou palavras torpe. Este Mandamento trata de algo muito mais grave, trata-se da utilização indevida ou o uso profano do Santo Nome de Deus em vão. O nome de Deus é para ser usada em conexão com o seu louvor ou sua proclamação. Infelizmente, para muitos parece, que o nome de Deus é como mais uma palavra corriqueira que pode ser usada de qualquer 

NOSSOS EXEMPLOS DO DIA A DIA

Tomar o nome do Senhor em vão significa exatamente o que parece: usar o nome do Senhor desnecessariamente, gratuitamente, sem razão. E é o que o cristão mais faz na atualidade! 

Usamos constantemente o santo nome do Senhor nosso Deus em vão. O que sai das nossas bocas sem parar? Exclamações como as seguintes:

- Nosso Deus, eu não acredito no que o governo fez!

- Pelo amor de Deus, pára de gritar, meu filho!

- Nosso Deus do céu, eu não pago esse valor de jeito nenhum!

- Jesus Cristo, mas hoje está muito quente mesmo, né?

- Meu Deus, isso doeu demais!

Nós estamos usando o nome de Deus na nossa conversa diária como expletivo, ou seja, para puro realce, algo para completar. E isso é usar o nome do Senhor em vão. Outras vezes, até parece que estamos substituindo palavrões pelo nome do Senhor! Ao invés de soltar uma imprecação falamos o nome de Deus, como se fosse melhor. Isso entristece profundamente o Espírito Santo em nós.

USANDO O NOME DE DEUS E VÃO

No livro de 2 Reis, capítulos 18 e 19, encontramos a história do rei Ezequias sendo ameaçado por Senaqueribe, rei da Assíria. 

Senaqueribe marchou com seu enorme exército, e acampou em volta de Jerusalém. Seu coração estava cheio de arrogância e soberba.

Ao chegar, ele manda dizer ao rei Ezequias para render-se com toda a cidade e tornarem-se seus escravos. Então, comete um erro gravíssimo, pois afronta e blasfema contra o nome do Senhor, dizendo: "Em quem é que vocês pensam estar confiando? Seu Deus não tem poder para salvá-los, pois não é melhor do que os deuses de todos os outros países que já conquistei. Ezequias está enganando vocês quando os exorta a confiar no seu Deus, pois Ele não é um deus". Senaqueribe continua a insultar o nome santo do Senhor, mandando uma carta ao rei de Judá proferindo mais das suas injúrias, dessa vez por escrito!

Então, pegou a carta de Senaqueribe na mão, entrou no templo, prostrou-se diante de Deus e mostrou a carta ao Senhor, dizendo: "Veja como este blasfemador está afrontando o seu santo nome! Faça algo, ó Deus, e mostre que é o verdadeiro Deus, porque sei que o Senhor pode nos livrar". Praticamente consigo fechar meus olhos e enxergar essa cena impactante.

Ezequias estava desesperado, trêmulo de medo, sabendo que sua vida e reinado estavam por um fio. Mas ao invés de focar no seu problema, estava indignado com o abuso do nome do Senhor perpetrado por esse rei perverso. Se existe algo que enfurece o Senhor é ver seu santo nome sendo usado em vão. O bom rei de Judá entendia esse princípio.

Deus imediatamente manda sua resposta pelo profeta Isaías. Através dele, disse que a oração do rei tinha subido até o céu, pois não tolera que seu nome seja abusado. Diz que Senaqueribe voltaria frustrado e derrotado pelo mesmo caminho por onde veio, sem sequer entrar em Jerusalém e que, por ter escarnecido o seu nome, iria falecer logo.

Naquela mesma noite, sem hesitação, o Senhor Deus mandou o seu anjo de morte, que caminhou no meio do inimigo e matou os 185 mil homens! O rei assírio escapou para cumprir a palavra de Deus. Posteriormente, depois de habitar em Nínive, estava no templo do seu deus e foi assassinado por dois de seus próprios filhos.

O OUTRO LADO DA MOEDA

Para cada assertiva negativa, existe um conceito positivo por trás. Quando um pai diz: “não fique na frente dos carros”, ele está dizendo: “não quero que se machuque. Quero você vivo 

A Bíblia não nos proíbe pronunciar o (s) nome (s) de Deus. Ela nos encoraja a invocá-lo de coração e com temor:João 14:13: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”.

O nome de Jesus não deve ser pronunciado como uma palavra mágica, e nem somente como uma forma de terminar uma oração com estilo. Com esse nome, fazemos ao Pai uma petição e assinamos com o Nome daquele que tem autoridade nos céus e Terra, sabendo que o Pai não negará nada ao Seu Filho primogênito.Colossenses 3:17: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”.

CONCLUSÃO.

Aqui somos colocados frente à responsabilidade que esse nome traz àqueles que o carregam. Quando você diz: “sou um cristão”, você está dizendo que é como Cristo.

Concluindo, as razões para o terceiro mandamento são simples de explicar e entender, como também é relativamente fácil cumprir o que é pedido por Deus nesse caso.

Se você tem pronunciado o nome do Senhor em vão e roubado de si mesmo o poder do Senhor, reconheça isso agora mesmo, peça perdão e a ajuda do Espírito Santo para que não faça mais. Ele ouvirá e, ao ganhar uma nova veneração ao seu Nome, você verá uma nova demonstração do poder e presença de Deus na sua vida.

Prof.  Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (TH.B.Th.M.Th.D.)
Facebook – Adayl Manancial

BIBLIOGRAFIA
1. Adaylton de Almeida Conceição – Conhecendo a Dispensação da Lei
2. André Sanchez em - Ensinos dos 10 Mandamentos .
3. Daniel Deywes - O Terceiro Mandamento
4. Steven R. Key - O Uso Reverente do Nome de Deus
Extraído do Blog Point Rhema do Amigo Pr. Carlos Roberto

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Fotos da Posse do Pastor Luciano Costa na AD de São José do Seridó/RN


Foi maravilhoso o trabalhar de Deus na noite de despedida do Missionário Jefferson e posse do Pr. Luciano Costa na Assembleia de Deus em São José do Seridó. O templo ficou pequeno para acomodar as caravanas que lotaram o interior do santuário. Muitos tiveram que participar do culto na parte de fora do templo. Fora ou dentro. todos os presentes puderam sentir o mover da mão de Deus naquela solenidade de transição de pastorado. O culto foi dirigido pelo Pr. Isac Dias, supervisor do Campo Eclesiástico de Caicó. O pregador oficial foi o Pr. Lufran Medeiros, supervisor do Campo Eclesiástico de São Miguel. Vários obreiros do campo de Caícó e de outros campos eclesiásticos vieram prestigiar o ato solene de posse.
Em tempo podemos ressaltar, que a noite desta última quinta feira, entrará na história do Campo Eclesiástico de Caícó, como um noite inesquecível, pois o Missionário Jefferson Walter e sua família será despedido no dia 10 de Março de 2015, para o Uruguai, constituindo-se o primeiro missionário enviado para outra nação por aquele campo.
Rogamos as orações pelo Pr. Isaac Dias e por todos os obreiros que formam aquele campo, no sentido de que o nosso Deus providencie todas as coisas necessárias para o envio do novo missionário.  


































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Blog Não é da Conta de Ninguém
Pastor Domingos
ADPARAÚ




quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Não vejo nenhum problema em assistir ao Big Brother Brasil.





Não vejo nenhum problema em assistir ao Big Brother Brasil, desde que a  sua intenção seja:

           
                    1º - Colocar coisas má diante dos seus olhos

                    2º - Dar péssimo exemplo aos que lhe rodeiam.

                    3º - Desperdiçar o precioso tempo que Deus lhe dar.

                    4º - Permitir que sua mente seja uma oficina do diabo.

                    5º - Glorificar a rede Globo e a sua audiência

               6º - Cumprir literalmente o texto bíblico que diz: "quem está sujo, suje-se mais ainda." 


                                                                           Pastor  Domingos

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Pastor Domingos
ADPARAÚ

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2ª Cruzada Evangelística da AD em Coronel João Pessoa/RN


 A Assembleia de Deus em Coronel João Pessoa liderada pelo Pr. Erivan, realizou no último final de semana a 2ª Cruzada Evangelística Unidos Para Cristo. O evento teve o apoio logístico da irmã Izeuda de Manaus, que além de contribuir com a Cruzada, também distribuiu Bíblias, Livros e DVDS para a população da cidade. O resultado desta ação evangelística foi muitas almas libertas pelo poder de Deus. O jovem pregador Eliabe de Natal foi o preletor oficial.
(fotos Dc. Lindon Jonson)








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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pr. Domingos, fará nesta 2ª Feira (19) a abertura oficial do CULTO DA RESTAURAÇÃO na ADPARAÚ



A ADPARAÙ abrirá oficialmente o CULTO DA RESTAURAÇÃO.
 O novo trabalho será realizado na 3ª Segunda-feira de cada mês.
No ato de abertura, estará presente para pregar a Palavra de Deus o Pr. Julianderson, vindo de João Pessoa/PB.

TODOS SÃO CONVIDADOS!!!! 


Pastor Julianderson



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domingo, 18 de janeiro de 2015

Neste Domingo, 18 de Janeiro a ADPARAÚ, realizará Culto de Gratidão a Deus pelo aniversário do Pr. Domingos.

Pr. Edinaldo Domingos
Presidente da ADPARAÚ

O Templo Sede da Assembleia de Deus de Paraú/RN, ficará lotado de membros da igreja e também de amigos visitantes, que virão para agradecer a Deus pela passagem do aniversário do Pr. Domingos.  A programação começará às 19:00 horas. O prefeito da cidade de Paraú e outras autoridades municipais confirmaram presença neste culto.

TODOS SÃO CONVIDADOS



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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Subsídio Escola Dominical - Lição 03 CPAD - "Não terás outros Deuses"


NÃO TERÁS OUTROS DEUSES

Por: Prof. Adaylton de Almeida Conceição

Em Notícia do dia 12 de outubro de 2007, o Estadão Online  trazia estampado o seguinte: 

Americanos conhecem mais o Big Mac do que os Dez Mandamentos. Permitam-me ler a matéria: “Em um teste, americanos lembraram os sete ingredientes de um hamburguer Big Mac, do McDonalds, e os membros do programa de TV The Brady Bunch com mais facilidade que os Dez Mandamentos da Bíblia. Uma pesquisa da Kelton Research descobriu que 80 por cento de mil consultados sabiam o nome do principal ingrediente do sanduíche - dois hambúrgueres - mas menos de seis em cada 10 sabiam do mandamento “não matarás”. 

Menos de metade dos pesquisados - 45% - podiam lembrar o mandamento “honra a teu pai e a tua mãe”, mas 62 por cento sabiam que há picles no Big Mac. Bobby e Peter, os nomes menos lembrados da série Brady Bunch, foram citados por 43 por cento dos consultados, superando os 34% que sabiam do mandamento ‘lembra-te do dia de sábado’ e 29% se recordaram de ‘não tomarás o nome de Deus em vão’.

Pouco depois de Moisés ter livrado os filhos de Israel da escravidão no Egito, e ao iniciarem eles a viagem em direção à terra prometida, Deus chamou-o ao seu encontro no monte Sinai. Ele deve ter lhe falado mais ou menos o seguinte: “Moisés, seu povo está a caminho da prosperidade. A terra que eu lhes prometi é rica e produtiva. Ela lhes dará muito mais do que o essencial. Na verdade, é uma terra que mana leite e mel. 

Contudo, o povo nunca será feliz, nem se sentirá realizado apenas com a posse de bens materiais. O modo como vivem deve ser mais importante do que as riquezas. Por isso, vou lhe dar dez leis para regerem este viver. 

Quero que você as ensine a eles. Se pautarem a existência por elas, prometo que serão grandemente abençoados. Todavia, desejo fazer uma advertência: se violarem estas leis, serão severamente punidos.

A AUTORIDADE DA LEI

A LEI – PRINCIPIO DO GOVERNO DE DEUS.

A palavra Tórah do hebraico תּוֹרָה, geralmente é traduzido por Lei, mas  muitos estudiosos preferem traduzi-la por “guiar/ensinar”, alegando que é a base da palavra hebraica. Mas não difere muito do significado mas popular que corresponde a instrução, orientação, conjunto de ensino profético ou doutrina. É o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh também chamados de Hamisha Humshei Torah, mas o termo Torá é aplicado igualmente ao Antigo Testamento como um todo.

A Torá possuem 613 mandamentos (mitzov). Todas essas Leis expressam a vontade de Deus, através das quais um grupo de sacerdotes exerce o governo do povo (Teocracia). Em um estado teocrático o poder Temporal e Espiritual encontram-se unidos, não havendo distinção entre Lei civil, moral e religiosa. Todas elas são objeto da classe sacerdotal que conduz e regula a vida do povo através dos Mandamentos outorgados por Deus.

O que é, portanto, os Dez Mandamentos? 

É a declaração da vontade de Deus, feita ao gênero humano, dirigindo e obrigando todas as pessoas à conformidade e obediência perfeita e perpétua a ela - nos apetites e disposições do homem inteiro, alma e corpo, e no cumprimento de todos aqueles deveres de santidade e retidão que se deve a Deus e ao homem, prometendo vida pela obediência e ameaçando com a morte a violação dela.

O CONTEXTO DOS 10 MANDAMENTOS

Os Dez Mandamentos registrados em Êxodo 20. 1 – 17 é, segundo Betty Bacon (1991, p. 133), “um dos pontos altos da revelação divina, é seminal no pensamento bíblico, como indicam suas freqüentes e importantes ocorrências no NT”. Outros escritores concordam com isto, crendo que com o Decálogo, chega-se ao clímax do livro de Êxodo; o Decálogo é o tema central e mais exaltado do Livro de Êxodo. O que foi registrado antes era preparação para ele; e tudo que foi registrado depois dele é resultado e suplemento. Nas Escrituras o Decálogo é chamado “as palavras da aliança, os dez mandamentos” (Ex 34. 28). O próprio formato dos Mandamentos revelam que eles são formulados como um pacto entre Deus e os Homens.  “Então vos anunciou ele a sua aliança que vos ordenou cumprir, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4. 13). 

O PRIMEIRO DOS DEZ MANDAMENTOS – A PRIMAZIA DE DEUS

- Um código Monoteísta

Não importa muito os sonhos e valores de nossa vida, até resolvemos a questão de quem ou o que está em primeiro lugar em nosso coração. Sobre esta questão Jesus Cristo nos alerta dizendo: "...Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração..." (Mateus 6:21). Esta questão tem que ser resolvida! Se alguém, ou alguma coisa, ocupa o primeiro lugar de nossa vida diante de Deus, nossa vida esta fora de controle e fora de equilíbrio. Esta é a essência do primeiro Mandamento, Deus quer nos dizer que Ele deve estar em primeiro lugar em tudo o que ocupa o nosso coração, inclusive nos desejos, e sonhos de nossa vida. Esta exigência de Deus é muito simples. Ele sabe que todos os homens adoram algum tipo de deus ou deuses, inclusive aqueles que se dizem ateus e agnósticos, por que qualquer coisa que toma a primazia em nosso coração é considerado como um deus, uma idolatria, seja dinheiro, imagens de esculturas, artistas, ideologias, filosofias, relacionamentos, etc. Tudo o que ocupar o primeiro lugar em nossa vida nos desviara do verdadeiro Deus que é o único digno de nosso amor e devoção.

“Eu sou JEHOVAH teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas, nem as servirás; porque eu, JEHOVAH teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os Meus mandamentos.” (Êxodo 20: 2-5) 

O RECONHECIMENTO DE DEUS

O reconhecimento de Deus, a ideia ou concepção que o ser humano faz do Criador, é a ideia fundamental de sua vida. Tal reconhecimento é tão essencial para o homem que Deus fez que houvesse um influxo universal, procedente dEle mesmo, nas almas dos homens, dando a intuição de que existe um Deus e Ele é Um. Por causa desse influxo universal é que todas as raças e povos, em todos os tempos e lugares, tendo uma religião sã, tiveram e têm o reconhecimento original de Deus, embora esse reconhecimento primitivo seja depois apagado em muitos por causa das ideias humanas e corporais.

Lançada e firmada solidamente a autoridade de sua lei, Deus enuncia o primeiro mandamento, a saber: que não tenhamos deuses estranhos diante de sua face [Êx 20.3]. O fim deste mandamento é que Deus quer ser o único a ter a preeminência em seu povo e nele exercer seu direito em plena medida. Para que isso aconteça, ordena que estejam longe de nós a impiedade e toda e qualquer superstição, em virtude da qual ou se diminui ou se obscurece a glória de sua divindade.

Deus não começa ordenando, Ele começa se revelando!

Nossa obediência a Deus deve brotar da consciência de quem Ele é (Conhecer a Deus – Se não entendermos quem Ele é, não entenderemos o que Ele quer.

Quando conhecemos alguém, sabemos o que lhe agrada ou não. Quando amamos esse alguém, o nosso desejo é agradar-lhe.

Deus revela ao Seu povo quem Ele é através das coisas que Ele faz (“que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”).

Tt 3.3-7: “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”.

Assim, a primeira coisa que o primeiro mandamento determina é que não se deve adorar ídolos. Este é o sentido da letra ou natural do Mandamento. Porque na antiguidade havia um grande número de religiões cujo culto se tornou idolátrico. Erram religiões que tinham simbolismos e correspondências provenientes das Igrejas Antigas e Antiquíssima, mas que fizeram tais símbolos e representativos se degenerarem em grosseira idolatria, porque perderam o conhecimento acerca do que tais símbolos significavam. A primeira coisa era, portanto, determinar que o homem não tomasse esses ídolos em lugar de Deus, e tampouco tomasse homens, vivos ou mortos, como  deus, “como tinha sido feito no mundo asiático e em diversos lugares em torno; muitos deuses das nações não eram outra coisa, como Baal, Astaroth, Chemos, Mikom, Belzebu; e em Atenas e em Roma, Saturno, Júpiter, Netuno, Plutão, Apolo, Palas, etc., dos quais, alguns foram adorados a princípio como santos, depois como deidades, e enfim como deuses” .

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”. 1 João 5:21.

a) A palavra idolatria é formada por dois vocábulos gregos: eidolon (ídolo) + latria (adoração). Idolatria é a adoração aos ídolos. Teologicamente, idolatria é tudo aquilo que, em nosso coração, tira a primazia de Deus. É idolatria, por exemplo, o excessivo apego que se tem a uma pessoa ou objeto. (Cl. 3:5). A idolatria é uma afronta ao próprio Deus, pois rouba-lhe a glória e consagra-se às obras que nada são, ignora a eterna e inquestionável soberania e zomba das reivindicações que Ele apresenta em sua Palavra.

b) A Bíblia condena energicamente a idolatria. A primeira iniqüidade a ser introduzida no Universo foi justamente a idolatria. Haja vista a rebelião de Satanás e a pretensão de nossos primeiros pais. Talvez hoje não mais encontremos por aí o horrendo deus Maloque nem a infame deusa Diana dos efésios. Mas a moderna idolatria, além de seu aspecto tradicional e grosseiro (a adoração de imagem de escultura), vem de forma sorrateira, furtiva a até subliminar, minando a resistência do povo de Deus.  

c) Muitos são os cristãos que se vêm deixando contaminar pelos promotores desse perverso e ímpio sistema idolátrico que, nos meios de comunicação, recebe os mais insinuantes títulos: humanismo, nova era, filosofia holística e univérsica, regressão psicológica, prosperidade, pensamentos positivo, liberação sexual, etc.

d) Os agentes da impiedade não poupam esforços; sabem como insuflar suas doutrinas até entre os santos. Estejamos alertas! Não podemos traficar com a gloria divina, nem trocá-la pelos ídolos sejam quais forem as formas com que estes se apresentam. O Senhor não negocia a sua majestade.   

UM DEUS ENTRE OUTROS DEUSES

Alguns poderiam perguntar: "Bem, mas não há somente um Deus?" Sim, existe apenas um "DEUS VERDADEIRO", mas há muitos falsos deuses! Criados e adorados pelo homem, como já foi mencionado acima, um deus pode ser qualquer coisa, uma ideologia, uma filosofia, bens materiais, uma pessoa, um objeto que considerarmos mais precioso, algo que não exitamos em fazer um maior sacrifício, ou qualquer outra coisa que mova o nosso coração. O homem, por natureza, é um ser religioso, portanto mesmo inconscientemente ele vai encontrar alguém, ou algo, para dar a sua adoração. Muitas vezes, coisas ou pessoas ocupam o primeiro lugar em nossa vida tornando-se um deus para nós. 

Observe alguns exemplos de coisas que se elevam a status de deus na vida de muitas Santo Agostinho disse:  “Minha alma esta desassossegada, e sempre estará, enquanto não encontrar descanso em ti, ó Deus.” Nenhum ídolo realmente preenche este vazio da alma, mas nós podemos passar a vida toda buscando satisfação num falso objeto de adoração. E são muitos os que agem assim. 

UM MUNDO COM MUITOS DEUSES

1. Deus anuncia Sua exclusividade num mundo em que existiam muitos deuses (egípcios, cananeus, jebuseus). Hoje, ao invés de Baal e Astarte, os deuses se chamam sucesso, prestígio, o próprio “eu”, fama, etc... Os Ídolos modernos trazem insegurança, necessidade de aceitação… escravidão!!

2. Se pertencermos só a Deus, estamos livres de pertencer aos tiranos que querem nos aprisionar.
O objetivo do primeiro mandamento é proteger a nossa liberdade.

3. Quando amamos a Deus “tridimenssionalmente” (Mt 22.37), não nos apaixonamos pelas futilidades desse mundo:
Salmos 31:6: “Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, confio no SENHOR”.
Amar a Deus de todo o coração não significa odiar o mundo e as pessoas. Jesus entende o amor de Deus manifestado no amor ao próximo. Por isso, acrescentou ao primeiro mandamento um segundo: “Mas o segundo é semelhante a este: amarás o próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39).

4. O primeiro mandamento contém a condenação explícita de qualquer forma de idolatria, seja visível, ou invisível.

a. A revelação do Sinai é totalmente contrária à idolatria, na forma de imagens ou apegos insensatos. “Não terás outros deuses DIANTE de mim”.
Mas, ainda que sejam inúmeras as coisas que devemos a Deus, contudo a quatro tópicos se podem muito bem mencionar: Adoração, a que se anexa como um apêndice a obediência espiritual da consciência, confiança, invocação e ação de graças. Chamo adoração a veneração e o culto que qualquer um de nós lhe rende, quando se lhe submete à grandeza. 

Por isso, não improcedentemente, incluo à adoração a submissão de nossa consciência à sua lei. Confiança é a segurança de nele descansar, em virtude do reconhecimento de seus predicados, quando, atribuindo-lhe toda sabedoria, justiça, poder, verdade, bondade, reconhecemos que somos bem-aventurados somente em sua comunhão. Invocação é o recurso de nossa mente à sua fidelidade e assistência, como ao sustentáculo único, sempre que alguma necessidade insiste. Ação de graças é a gratidão com que se lhe atribui o louvor de todo bem.

A REVELAÇÃO DE DEUS NO PRIMEIRO MANDAMENTO

O primeiro mandamento é o testemunho da exclusividade e singularidade de Deus, ou seja, revela o Senhor em Seu caráter, Seu ser e Sua ação.

Seis verdades, seis atributos de Deus são revelados através desta autodeclaração divina:

1. É um Deus e Senhor exclusivo – o Alpha e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Início, o Absoluto, a Suprema Autoridade, que tudo ordena, exige e completa.

2. É um Deus pessoal (“teu Deus”) – “Teu” é pronome possessivo. Deus está pronto a se entregar totalmente, com toda abnegação divina, e faz isso através de seu único filho, Jesus Cristo, que se entregou por nós. Por isso, podemos dizer hoje: “Ele é meu Deus”.

3. É um Deus de relacionamento – Ele se relaciona com aquilo que criou. Deseja comunicar-se conosco e nos revelar a Sua vontade.

4. É um Deus presente e constante – “Eu sou” significa que Ele é no presente, e mais, Ele é “onipresente”. Deus é o mesmo hoje e sempre (Hb 13.8); Ele não muda. Não é um Deus do passado, é um Deus presente nas aflições do dia-a-dia (Sl 46).

NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM! 

Isaías 44:10-12: “Quem formaria um deus ou fundiria uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus seguidores ficariam confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos e se apresentem, espantem-se e sejam, à uma, envergonhados. O ferreiro faz o machado, trabalha nas brasas, forma um ídolo a martelo e forja-o com a força do seu braço; ele tem fome, e a sua força falta, não bebe água e desfalece.”

Formaria (יצר yatsar) – Através do ato de espremer em uma forma.
Préstimo (יעל ya ̀al) - ganhar, lucrar, beneficiar, aproveitar 

OS DEUSES NOSSO DE CADA DIA

Ter algo ou alguém como seu deus é coisa mais comum do que se pensa. Quando ouvimos acerca dessa verdade, a primeira lembrança que nos ocorre é o exemplo de uma pessoa que tem uma verdadeira adoração por outra, a ponto de sacrificar tudo o mais por causa desse amor. E tudo o mais, nesse caso, inclui o sacrifício da própria verdade e do bem. Por causa de um apego ou amor extremo a alguma coisa ou a alguém, chega-se a fechar os olhos para a razão e para o que é realmente bom e verdadeiro. É o caso, por exemplo, dos pais que amam indiscriminadamente um filho mau, e que, por causa desse amor, encobrem os erros e crimes do filho, sem fazer uma separação entre as coisas no filho que são dignas das que são indignas, isto é, as que devem ser amadas e cultivadas das que devem ser corrigidas e removidas como males e cada um dele. Todo o tipo de deuses eles criavam. 

1. O deus dos prazeres - "...porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo; cujo fim é a perdição; cujo deus é o ventre; e cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas...” (Filipenses 3:18-19). O prazer é como uma droga viciante, que muitas vezes requer mais e mais para se obter o mesmo efeito. Entre elas estão: sensualidade, sexualidade, esportes, entretenimentos, relacionamentos, etc. 

"...E aconteceu depois destas coisas que a mulher de (Potifar) seu senhor pôs os olhos em José, e lhe disse: Deita-te comigo. Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: 

(…) Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus?..." (Gênesis 39:7-9). José é um exemplo de pessoa que não se curvou ao deus do prazer.

2. O deus das Posses e riquezas - "...Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas..." (Mateus 6:24). O deus das Posses e riquezas infelizmente tem dominado muitas vidas neste mundo capitalista, mesmo no meio da cristandade vemos a exaltação a este deus (mamom), são correntes, campanhas, orações, reuniões especiais, envelopes 'sagrados', fogueiras, utensílios 'ungidos', etc. As pessoas que colocam o dinheiro e as coisas materiais em primeiro lugar são idólatras, estas pessoas não se reúnem para louvar e adorar ao Deus verdadeiro, elas se reúnem com o propósito de alcançar prosperidade material.

Existem apenas duas maneiras possíveis em que podemos responder a Deus. Nós podemos continuar a colocar o mundo, o dinheiro, os projetos, os ídolos de pedra, gesso, madeira, etc; acima de Deus e persistir em rebelião terminando assim perdido em uma vida de punição, perdendo a recompensa celestial. Ou, podemos cumprir a exigência de Deus que resultará em uma vida abençoada e uma eternidade gloriosa. A exigência de Deus é esta: "...Não terás outros deuses diante de mim..." (Êxodo 20:1-3).

DEUS ABOMINA OS ÍDOLOS

Dizem que os crentes se converteram dos ídolos a Deus… 1Tessalonicensses.1:9 - Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro.

Ídolos na Bíblia: não são somente imagens de deuses, mas todas as coisas que venham ocupar o lugar de Deus. Figuras- símbolos, figas, patuás, figuras, imagens de ouro, prata, pau, pedra, gesso, barro de qualquer objeto, coisas semelhantes a estas que tenham algum vínculo de fé e confiança espiritual, e que tomem o lugar 

Desde Gênesis a Apocalipse a Bíblia condena toda a sorte de imagem e a idolatria. 

Deuteronômio. 7:25,26- As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que não te enlaces neles; pois abominação é ao SENHOR teu Deus.

Não porás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, porque anátema é. (MALDIÇÃO) Deuteronômio. 27:15. Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao SENHOR, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém. 

O que é  o crer? Crer: depositar fé, confiar, fazer votos, fazer oração, ajoelhar diante dela, prestar culto, homenagens, festas, cânticos, preces, fazer pedido na oração, interceder a imagem e objetos. (Gênesis. 15.6; Romanos10.4–Salmo. 95.6– 97:7– 115- 4-8). 

Por: Prof.  Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (TH.B.Th.M.Th.D.)

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BIBLIOGRAFIA

COMENTARISTA  DO TRIMESTRE: Revdº. Dr. Esequias Soares

Adaylton de Almeida Conceição –  Dispensación de la Ley – STEM – Argentina 
Charles L. Allen – As leis divinas para a vida – Os Dez Mandamentos
Laércio Rios Guimarães – A Ética dos Dez Mandamentos 
Nilza Range – deus abomina os ídolos
Rev. C. R. Nobre – O primeiro mandamento

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