quinta-feira, 16 de maio de 2013

O DIVÒRCIO - Lição 7 da CPAD - Subsídio da Escola Dominical EBD




Texto Áureo: MT. 19.9 – Leitura Bíblica:
 Mt. 19.3-12

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A aula de hoje tende a ser polêmica, tendo em
 vista que o tema divórcio,
 é um dos assuntos mais controvertidos das
 Escrituras. Ciente dessa 
realidade, objetivamos, com esta aula, não 
apenas esclarecer, com 
base na Bíblia, o que é e as possibilidades de divórcio, 
mas, também, apresentar encaminhamentos para que os crentes evitem,
 sempre que possível, passar por essa experiência frustrante.

1. O DIVÓRCIO NO ANTIGO TESTAMENTO
A palavra divórcio, do latim “divortium”, significa separar-se e diz respeito
 ao acordo judicial que os cônjuges, em comum acordo, decidem, 
perante a lei, dissolver o vínculo do casamento. No Antigo Testamento,
 essa prática era concretizada através da dissolução do vínculo matrimonial,
 dando o direito da parte inocente contrair novas núpcias (Dt. 24.2), a esse
 tipo de divórcio, ou repúdio, Jesus se refere em Mt. 5.31,32; 19.9. As 
razões que justificam o divórcio, de acordo com a Lei Mosaica, se 
encontram em Dt. 24.1-4, expressamente quando o homem identificasse,
 na mulher, uma “coisa indecente” ou “feia”. Em conformidade com a Lei 
de Moisés, o homem não podia conceder divórcio à mulher por dois
 motivos: 1) quando a esposa fosse acusada falsamente de infidelidade
 sexual (Dt. 22.13-19); e 2) quando um homem tirasse a virgindade de
 uma mulher e fosse compelido a se casar com ela (Ex. 22.16,17; 
Dt. 22.28,29). No Antigo Testamento, encontramos dois contextos
 nos quais o divórcio foi recomendado, o primeiro no caso de casamentos
 mistos, depois que os judeus retornaram do cativeiro babilônico (Ed. 9 e
 10; Ne. 13). Em Ml. 2.16, texto no qual Deus revela Sua insatisfação
 com o divórcio, também, nos versículos 14 e 15, orienta para que os judeus
 retornem à mulher da sua mocidade. As tentativas de interpretação
 dos textos do Antigo Testamento deu origem, no período interbíblico, 
a duas escolas: Shammai – extremamente radical, defendia que o divórcio
somente poderia acontecer em casos de adultério. Para esse rabino judeu,
 a “coisa indecente” de Dt. 24.1 se referia ao pecado sexual;
Hillei, - mais liberal, argumentava que o divórcio poderia acontecer por 
qualquer motivo, assim sendo, a expressão “coisa indecente”, seria 
qualquer coisa que o marido não gostasse na mulher. Se o marido não 
gostasse da comida preparada por sua esposa poderia considerar isso 
uma “coisa indecente”, justificando o divórcio.

2. O DIVÓRCIO NO NOVO TESTAMENTO
Esse era o contexto no qual o Senhor Jesus se deparou, e a respeito 
do qual lemos em Mt. 5.31,32, em que o Mestre se opõe ao divórcio por
 qualquer motivo, a não ser em virtude de relações sexuais ilícitas. 
Certamente o divórcio era muito comum naqueles dias, não por acaso 
a mulher samaritana já havia se divorciado cinco vezes (Jo. 4.18), o 
objetivo do Senhor era coibir as interpretações demasiadamente liberais 
a respeito do assunto. A palavra grega para “relações sexuais ilícitas” é 
porneia, que aparece no Novo Testamento para se referir não 
especificamente ao adultério, mas a prostituição, fornicação, adultério 
e imoralidade. Esse termo grego é mais amplo, e diz respeito a todo e 
qualquer tipo de relação sexual ilícita, diferentemente de moicheia, que 
tecnicamente se refere ao adultério, restrito aos casados (Mc. 7.21).
 Em Mt. 19.3-12, o divórcio explicitado por Jesus está no contexto de uma 
pergunta feita pelos fariseus, com base nas escolas de interpretação em
 evidência na época, mais especificamente a de Shammai e Hillei
 (Mt. 19.3). Os fariseus queriam posicionar Jesus dentro de uma
 dessas escolas de interpretação judaica em relação ao divórcio. A resposta
 de Jesus não se inscreve em nenhuma dessas escolas, Ele remete 
diretamente ao princípio escriturístico de Gn. 2.24, da indissolubilidade
 do casamento. O Senhor adverte que “quem repudiar sua mulher, 
não sendo por causa de relações sexuais ilícitas (porneia no grego)
 e casar com outra, comete adultério (moicheia no grego). Através de 
Moisés, Deus permitiu que se entregasse Carta de Divórcio 
(ou de Repúdio) por causa da dureza do coração dos homens 
(Mt. 19.7,8). O divórcio, por conseguinte, é resultante da natureza
 caída, da perversão dos corações dos homens. Nas Epístolas de 
Paulo existem poucas passagens alusivas ao divórcio, as principais delas 
são Rm. 7.1-3 e I Co. 7.10-15. Na primeira passagem o apóstolo dos gentios
 não está tratando diretamente a respeito do divórcio, antes pretende
 ilustrar, a partir da indissolubilidade do casamento, a liberdade
que há em Cristo, em comparação com a Lei Mosaica. Como regra geral,
enquanto o marido viver a mulher estará ligada a ele pelo matrimônio,
mas Paulo não está tratando da exceção, quando ocorre divórcio (Rm. 7.3). 
Na passagem da Epístola aos Coríntios, Paulo orienta os 
casais crentes, mais especificamente às mulheres, que “não se apartem 
dos seus maridos”, mesmo que eles sejam descrentes. A exceção é 
se o marido descrente não quiser conviver com a esposa crente, 
e resolver abandoná-la, nesse caso ela está livre, não mais sujeita à 
servidão (I Co. 7.10-15). Evidentemente todo esforço deve ser feito para 
que as partes vivam em paz, e que haja espaço para a reconciliação,
o divórcio deve ser sempre a última saída. Como o texto bíblico afirma 
que a parte vitimada “não fica sujeito à servidão”, infere-se que essa 
está livre para contrair novas núpcias, contanto que seja “no Senhor”
 (I Co. 7.39).

3. O DIVÓRCIO E A IGREJA
No Brasil o divórcio foi instituído, oficialmente, com a Emenda 
Constitucional n. 9, de 28 de junho de 1977 e regulamentada pela
 Lei 6515 de 26 de dezembro desse mesmo ano. A Lei 11441, de 4 de 
janeiro de 2007, facilitou mais ainda a ocorrência do divórcio, tendo em 
vista que esse passou a ser requerido por via administrativa, dispensando
 a necessidade de uma Ação Judicial, bastando apenas que um 
advogado compareça ao tabelionato de notas com um requerimento,
 mas essa facilidade somente é possível caso os casados não
 tenha filhos menores ou incapazes. O divórcio no Brasil tem crescido
 consideravelmente, em 23 anos, deu um salto para 200%, um divórcio
 para cada quatro casamentos. Em 2009 surgiu a PEC 0028/2010,
 que posteriormente se transformou na EC 66/2010, que simplifica a 
concretização do divórcio, acabando com o cumprimento de prazos 
para a sua realização. Mas o posicionamento da Igreja deve ser diferente
 daquele exarado na Legislação. O divórcio, em oposição ao que vem
 fazendo o governo, não deve ser incentivado pela Igreja. Os dois casos
 com respaldo bíblicos para o divórcio são: a imoralidade sexual da 
parte do cônjuge e o abandono do descrente pela parte incrédula.
 Nesses casos, ao que tudo indica, hápossibilidade de novo casamento.
 Evidentemente a Igreja precisa ser cuidadosa e avaliar cada caso
 individualmente, um exemplo é o de irmãs que não são abandonadas 
pelo marido descrente, mas que são vítimas de espancamento.
 Outro aspecto a ser considerado é o caso de pessoas que se divorciaram
 antes de virem para a igreja, no tempo da ignorância (At. 17.30), 
não podendo ser julgadas a partir dos mesmos critérios daqueles 
que sempre foram crentes (II Co. 5.17). As pessoas que passaram 
pela frustrante e angustiante experiência do divórcio, especialmente
 antes de se tornarem crentes, devem ser amparadas pela igreja, como
 fez Jesus com a mulher samaritana (Jo. 4.17,18).

CONCLUSÃO
Consoante ao exposto, compreendemos, pela Bíblia, tanto o 
Antigo quanto o Novo Testamento, que o divórcio não deve ser incentivado
 pela igreja. Muito pelo contrário, o princípio da indissolubilidade do 
casamento, como aliança, é a base do relacionamento. Mas por causa 
da imoralidade sexual, e do abandono do cônjuge, é possível que o 
casamento termine em divórcio. Nesses casos, a parte vitimada 
tem liberdade de contrair novas núpcias, contanto que seja no Senhor.

BIBLIOGRAFIA
LUGT, H. V. Divórcio: o que a Bíblia ensina. Curitiba: Publicações
 RBC, 2008.
SILVA, E. S. Analisando o divórcio à luz da Bíblia. Rio de Janeiro:
 CPAD, 1998.

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pastor Wagner Gaby da AD em Curitiba será o preletor oficial da Escola Bíblica do Rio Grande do Norte




A Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte, presidida pelo Pr. Martim Alves da Silva, realizará mais uma Escola Bíblica para os obreiros e esposas. O evento acontecerá nos dias 21 a 23 de maio de 2013. Entre os preletores convidados está o Pastor Wagner Tadeu Gaby da AD em Curitiba.



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No dia 24 acontecerá a Assembleia Geral Ordinária da CEMADERN e à noite o culto em ação de graças pelo transcurso do 95º aniversário da IEADERN. 

No dia 25 a Igreja estará celebrando um culto de gratidão a Deus pelo aniversário do Pr. Martim Alves da Silva. (Fonte: www.ieadern.org.br)


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O DIVÓRCIO: Subsídio para Escola Dominical - Lição 7 da CPAD




Extraído do Blog do Pastor Altair Germano

A controvérsia acerca do divórcio no mundo cristão tem sido interminável. Centenas de escritores têm se expressado a respeito, e ele tem sido debatido em concílios e convenções denominacionais há séculos, mas nosso povo ainda continua sem entendê-lo bem.[1]

A declaração acima de Duty resume bem a questão sobre o divórcio na igreja evangélica brasileira. O autor dedicou quatorze anos estudando sobre a possibilidade de um novo casamento para a parte inocente, vítima da infidelidade conjugal. Destacamos ainda a seguinte declaração de Duty:

O divórcio não escriturístico é um dos grandes perigos de nossos dias. Muitas das igrejas modernas são tão lassas em sua aceitação do divórcio como o foram os fariseus dos dias de Jesus, que permitiam a separação por “qualquer motivo”. Rejeitamos e detestamos este tipo de divórcio “hollywoodiano” Acredito que devemos estabelecer princípios rígidos contra o abuso do divórcio, e devemos ater-nos às Escrituras, permitindo apenas aquilo que elas permitem.[2]

Após uma profunda análise exegética nas Escrituras, Duty chegou a conclusão de que o divórcio, que implica na dissolução do casamento e na possibilidade de casar de novo, só é permitido para a parte inocente no caso de adultério (Mt 5.31-32; 19.3-12; Mc 10.1-12) e no caso do cônjuge descrente tomar a iniciativa de abandonar o crente (1 Co 7.10-15).

Nos dias atuais, no meio evangélico brasileiro, há inúmeros casos de pastores e de ovelhas que se divorciaram sem se enquadrarem nos casos bíblicos, e que se casaram novamente.  Há também as questões práticas que envolvem o divórcio. Sobre isso o pastor Esequias Soares comenta de maneira bastante pertinente:

O problema do divórcio não se resume ao que temos visto até agora. Há o lado prático, extremamente complexo e, em muitos casos, de difícil conclusão [...]. O Senhor Jesus disse que quem casa com o cônjuge divorciado ou divorciada, que tenha sido a parte infiel no primeiro casamento, comete adultério. Assim ambos estarão em adultério (Mt 19.9; Mc 10.11, 12). Como a Igreja pode receber em comunhão uma pessoa que cometeu adultério, destruiu o próprio lar, depois vem com outro cônjuge pedir a sua reconciliação com a Igreja, visto que à luz da Bíblia ambos estão em adultério? Será que não há reconciliação para situações dessa natureza? A Bíblia nada declara sobre isso. Afirma apenas que eles estão em adultério, mas não diz se a situação é irreversível. Fica difícil generalizar, pois cada caso é um caso. Em situações extremas, cabe ao pastor da Igreja analisar cada situação.[3]

Sem dúvida alguma, as questões de ordem prática levantadas pelo pastor Esequias Soares são bastante delicadas, e fazem parte do cotidiano das igrejas locais. Faço aqui algumas considerações:

 “Como a Igreja pode receber em comunhão uma pessoa que cometeu adultério, destruiu o próprio lar, depois vem com outro cônjuge pedir a sua reconciliação com a Igreja, visto que à luz da Bíblia ambos estão em adultério?”.

É no mínimo bastante constrangedor para a igreja local lidar com tais situações, principalmente quando a parte ofendida ou inocente congrega na mesma igreja onde o casal de adúlteros busca a reconciliação. Sempre que os princípios e mandamentos bíblicos são quebrados, as consequências negativas e constrangedoras são inevitáveis.

“Será que não há reconciliação para situações dessa natureza? A Bíblia nada declara sobre isso. Afirma apenas que eles estão em adultério, mas não diz se a situação é irreversível. Fica difícil generalizar, pois cada caso é um caso. Em situações extremas, cabe ao pastor da Igreja analisar cada situação”

É fato que a Bíblia não trata com detalhes sobre a questão da reconciliação dos casais em adultério por parte da Igreja, mas especifica a situação daqueles que estão nesta condição em relação ao Reino de Deus:

Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus. E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus. (1 Co 6.9-11, ARC)

Em se tratando de questões práticas, entendo que há situações em que o pastor e/ou a igreja local desligam ou excluem pessoas do rol de membros, mas estas permanecem com os seus nomes escritos no Livro da Vida, em plena comunhão com o Senhor. Quantos já não foram excluídos injustamente por motivos banais, por razões que não envolve transgressão contra a Palavra e pecado (por exemplo, os que são alvos de acusações e calúnias não apuradas devidamente)? Por outro lado, há também os que são reconciliados pelo pastor e/ou igreja local, mas que podem ainda estar separados de Deus em razão da posição da igreja não estar em linha com os princípios, fundamentos e mandamentos bíblicos.

Uma coisa é certa, como bem afirma o pastor Elinaldo Renovato na conclusão da Lição Bíblica: "Precisamos tratar cada caso de modo pessoal sempre em conformidade com a Palavra de Deus". Sem dúvida alguma, “cada caso é um caso”, mas todos os casos estão debaixo da autoridade final das Escrituras. Em se tratando de divórcio, as exceções e condições são aquelas aqui já expostas. Fora disso, o pastor e/ou a igreja podem até reconciliar o casal em adultério, mas a palavra final no assunto é a do Senhor, o justo juiz (Sl 7.1; Lc 18.7-8).

Se a reconciliação de um casal em adultério feita pela Igreja for aceita diante de Deus, este casal será aceito também no Reino de Deus, em sua realidade presente, futura e eterna. Neste caso, o texto de 1 Coríntios 6.9-11 deveria ser desconsiderado?  Deveria se entendido como uma questão válida apenas no contexto imediato dos destinatários da epístola?

É preciso ter cuidado para não incorrermos no excesso de justiça, nem no excesso de misericórdia. É necessário estar alerta para não fecharmos portas, nem também escancará-las.  A graça precisa sempre ser considerada, mas nunca banalizada. 

Vale ainda lembrar que o divórcio, nos casos de infidelidade conjugal, não se trata de um imperativo, mas de uma permissão. A parte inocente ou ofendida pode, se assim desejar, entendendo que é o melhor a fazer, perdoar o cônjuge infiel, e contar com a graça de Deus na restauração e manutenção de seu casamento e família.

Por fim, nunca devemos esquecer que em relação ao divórcio, Deus o odeia:

Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que aborrece o repúdio e aquele que encobre a violência com a sua veste, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais. (Ml 2.16, ARC)

Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis. (Ml 2.16, ARA)

Pois aborreço o divórcio, diz Jeová, Deus de Israel, e aquele que cobre de violências os seus vestidos, diz Jeová dos Exércitos. Portanto, guardai o vosso espírito, para que não vos hajais aleivosamente. (Ml 2.16, TB)

Eu odeio o divórcio, diz o Senhor, o Deus de Israel, “e também odeio o homem que se cobre de violência como se cobre de roupas”, diz o Senhor dos Exércitos. Por isso tenham bom senso; não sejam infiéis. (Ml 2.16, NVI)

Pois o SENHOR Todo-Poderoso de Israel diz: — Eu odeio o divórcio; eu odeio o homem que faz uma coisa tão cruel assim. Portanto, tenham cuidado, e que ninguém seja infiel à sua mulher. (Ml 2.16, NTLH)

Como bem nos diz a citação no início deste artigo, as controvérsias e discussões em torno do assunto são intermináveis e centenárias.

Cabe a nós orarmos e agirmos, para que os altos índices de divórcio diminuam em nossa nação e entre os filhos de Deus.

Sobre o divórcio no caso de pastores recomendo a leitura do texto de Augustus Nicodemus, conforme link abaixo:



Fonte Blog do Pastor Altair Germano


[1] DUTY, Guy. Divórcio e novo casamento. 2. Ed. Venda Nova-MG: Betânia, 1979, p. 11.
[2] Ibid. p. 13.
[3] SOARES. Esequias. Casamento, divórcio & sexo à luz da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 59-60.


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Pastor Edinaldo Domingos



terça-feira, 14 de maio de 2013

AD Upanema - RN, realizará VESTIBULAR BÍBLICO




Data das provas: 03 de Agosto de 2013


Prêmios:

1º Lugar: Tablet

2º Lugar: Bíblia de Estudo

3º Lugar: Kit Natura

A premiação listada acima será para os três primeiros colocados entre os evangélicos e os três primeiros não evangélicos.

Editais de abertura

Evangélicos

Não Evangélicos


Inscrições (A partir do dia 03 de Junho)



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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Escola Bíblica de Obreiros da AD do Rio Grande do Norte



Sob o tema: “A Ortopraxia Ministerial na Pós-modernidade” (Tg 1.22), acontecerá, no período de 20 a 23 de maio, a 2ª Escola Bíblica para Obreiros e Esposas no RN. As reuniões dos obreiros acontecerão no Templo Central. A programação do Departamento Feminino será realizada na Congregação em Lagoa Seca. 

No dia 24 acontecerá a Assembleia Geral Ordinária da CEMADERN e à noite o culto em ação de graças pelo transcurso do 95º aniversário da IEADERN. 

No dia 25 a Igreja estará celebrando um culto de gratidão a Deus pelo aniversário do Pr. Martim Alves da Silva. (Fonte: www.ieadern.org.br)


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domingo, 12 de maio de 2013

Homenagem às Mães!



homenagem as mães


Com esta mensagem quero homenagear 
a minha querida mãe "Dona Carminha" 
Te amo Mãe!  PARABÉNS PELO  SEU DIA!

Dona Carminha, mãe do pastor Edinaldo Domingos

Minha homenagem também a todas as mães,
 por mais um 2º domingo de maio.






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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Subsídio da Escola Dominical - Lição 6 - A INFIDELIDADE CONJUGAL



A INFIDELIDADE CONJUGAL
Texto Áureo: Pv. 6.32 Leitura Bíblica: Pv. 5.1-5; Mt. 5.27,28


INTRODUÇÃO
A infidelidade conjugal é um sério problema, e que compromete o futuro do casamento. Por isso, a igreja precisa aprender a lidar biblicamente com essa realidade. Na aula de hoje trataremos a respeito do conceito bíblico de infidelidade, bem como da sua abordagem, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Ao final, apresentaremos encaminhamentos práticos a fim de evitar a infidelidade no casamento.

1. A INFIDELIDADE CONJUGAL: DEFINIÇÃO BÍBLICO-TEOLÓGICA
A infidelidade conjugal, no contexto bíblico, diz respeito ao ato sexual de uma pessoa casada com outra que não é o seu cônjuge. O termo mais específico para a infidelidade conjugal é adultério, tendo em vista que o ato sexual antes do casamento é reconhecido como fornicação. A palavra hebraica no Antigo Testamento para adultério é naaph, que aparecem em dois contextos distintos. No primeiro diz respeito à violação do relacionamento conjugal em que o esposo ou a esposa tem um envolvimento sexual com uma terceira parte. Essa palavra ocorre mais de trinta vezes, principalmente na literatura profética, para se referir ao adultério moral de Israel, seu distanciamento de Deus (Jr. 2.33; 7.9; 23.14; 29.23; Os. 4.2; Ml. 3.5). No Novo Testamento, a palavra grega para adultério é moichos, substantivo associado àqueles que se tornaram culpados em virtude da infidelidade conjugal (Lc. 18.11; I Co. 6.9; Hb. 13.4). Esse termo também é usado metaforicamente, para fazer referência às pessoas que traíram a Cristo, e se envolveram com o mundo (Tg. 4.4). Atrelado a essa palavra encontramos também o termo grego moicheia, que é o pecado físico do adultério (Mt. 15.19; Mc. 7.21; Jo. 8.3; Gl. 5.19). Na língua portuguesa, a palavra adultério vem do grego adulterium, que significa dormir em cama alheia. Mas é preciso ter cuidado para não confundir adultério – moicheia em grego, com imoralidade sexual – porneia em grego, tem a ver com fornicação, ou qualquer tipo de imoralidade sexual (Mt. 5.32).

2. A INFIDELIDADE CONJUGAL NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO
O adultério era terminantemente proibido no Antigo Testamento (Dt. 5.18), mais especificamente no Decálogo (Ex. 5.18). O pecado da infidelidade conjugal, ou mais precisamente, do adultério, era tão grave que a punição deveria ser com a morte (Lv. 20.10; Dt. 22.22). A recomendação rabínica era que a morte deveria acontecer por estrangulamento. Nos tempos de Jesus, a punição se dava por apedrejamento, e que os culpados deveriam ser pegos no ato do pecado (Jo. 8.5). O adultério era tido como um crime horrendo no Antigo Pacto (Jó. 31.11), por isso os profetas advertiram o povo de Israel quanto ao envolvimento nesse tipo de pecado (Pv. 2.17). O profeta Natan repreendeu o rei Davi por causa do seu pecado de adultério, seguido de homicídio (II Sm.  12.7), o qual orou a Deus, suplicando perdão (Sl. 51). Os livros sapienciais, com maior propriedade o de Provérbios, trazem instruções a fim de que o homem não se envolva em pecado de adultério (Pv. 6.29-32). A gravidade do adultério é percebida também na Bíblia porque esse pecado justifica o divórcio (Dt. 24.1; Mt. 19.9). Isso porque o adultério compromete os laços conjugais (I Co. 6.15-17; Hb. 13.4) concretizados no enlace matrimonial (Gn. 2.24). Para Jesus, o ato do adultério vai além do contato dos corpos, o olhar desejoso de um homem para um mulher, cometeu pecado em seu coração (Mt. 5.28). A prática constante do adultério pode resultar em apostasia, provocando esfriamento espiritual, e distanciando a pessoa de Cristo (I Co. 6.9,10). O caso de adultério – ou infidelidade conjugal – de Davi, anteriormente mencionado, revela algumas lições: 1) ninguém está imune à tentação, qualquer pessoa pode cair em adultério, até mesmo um guerreiro como Davi (I Sm. 18.7-8; I Co. 10.12); 2) o melhor é permanecer no local planejado por Deus, não se distanciar dos Seus desígnios (I Sm. 11.1); 3) não se deve alimentar pensamentos pecaminosos, que incitem à concretização do adultério (II Sm. 11.2-5; I Co. 6.18); 4) não adianta acobertar o pecado da infidelidade, é preciso buscar arrependimento, e voltar-se para Deus (II Sm. 11.6-13); e 5) Nem tudo está perdido, Deus perdoa o pecado de adultério, e tem poder para restaurar o espírito quebrantado (I Co. 6.11; II Co. 5.17).

3. RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS PARA EVITAR A INFIDELIDADE CONJUGAL
Os cristãos estão sujeitos à infidelidade conjugal, por isso, devem fazer todo o possível para não caírem nesse pecado. As pessoas são diferentes, algumas delas são mais propensas à infidelidade conjugal, essas devem ter cuidado redobrado, estarem atentos aos seus limites (I Co. 10.12). O esposo deve permanecer ciente do seu compromisso com sua esposa, e deve tratá-la com amor, como Cristo se sacrificou pela Sua igreja (Ef. 5.25). É preciso estar atento às fragilidades emocionais, muitos casos de infidelidade conjugal acontecem porque um dos cônjuges se encontra emocionalmente fragilizado. Por isso, quando precisar de aconselhamento, não conte sua situação para uma pessoa do sexo oposto, mesmo que seja um colega de trabalho, ou da igreja. Mais importante que isso, antes de se envolver em um ato de infidelidade conjugal, calcule as consequências, geralmente são desastrosas, principalmente para a vida espiritual (Ap. 22.15). O marido e a esposa têm responsabilidades conjugais no casamento, inclusive em relação ao sexo. O relacionamento sexual, dentro do casamento, deve ser uma prática constante (I Co. 7.5). A partir do livro de Provérbios, que apresenta recomendações práticas a fim de evitar o adultério, extraímos alguns conselhos, particularmente com base em Pv. 2.16,17: 1) Não se entregar às palavras lisonjeias, essa orientação serve tanto aos homens quanto às mulheres, pois a infidelidade conjugal começa com o uso de expressões elogiosas (Pv. 2.16), os lábios que conduzem ao adultério são perniciosos (Pv. 5.3; 6.24; 7.5, 21,23); 2) Não se esqueça de que você é alguém comprometido, tanto com Deus quanto com seu cônjuge (Pv. 2.17). Os cônjuges, mesmo geograficamente distantes, estão unidos através dos laços conjugais. O marido ou mulher não podem trocar  as carícias de amor, por aqueles oferecidos nas ruas, ou outros ambientes pecaminosos (Pv. 7.10-12); 3) Os cônjuges não estão ligados apenas por um contrato, mas por uma aliança, cujo fundamento é a Palavra de Deus (Pv. 2.17). O elo que firma essa aliança é o amor (Fp. 1.9), que deve ser cultivado no casamento cristão, e não pode ser rompido pelo fogo destruidor do adultério.

CONCLUSÃO
A infidelidade conjugal tem causado muitos estragos nos relacionamentos, até mesmo entre os cristãos. É preciso estar atento aos perigos do adultério, suas consequências são desastrosas para a vida do casal, inclusive para os filhos. Marido e mulher devem investir na relação, inclusive sexualmente, evitando, assim, a fragilização que pode conduzir ao pecado. Acima de tudo deve prevalecer o amor-agape, que se sacrifica, e motiva à obediência (Jo. 14.21).

                      Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


BIBLIOGRAFIA
HUGHES, K., HUGHES, B. Disciplinas da família cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
SOARES, E. Casamento, divórcio e sexo à luz da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.


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